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A frota brasileira atingiu 43,4 milhões de veículos em 2017, o que representou crescimento de 1,2% em relação ao ano anterior (42,9 milhões). Mas houve um envelhecimento dos automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus que circulam pelas ruas e estradas do País. A idade média passou de 9 anos e 3 meses para 9 anos e sete meses, conforme estudo divulgado pela Sindipeças na segunda-feira, 3.

“A frota envelheceu devido à queda na entrada de veículos novos, por conta da crise econômica”, comenta Elias Mufarej, conselheiro do Sindipeças responsável pela área de reposição.

O processo de envelhecimento da frota já ocorre há três anos – em 2015 a idade média era de 8 anos e 11 meses. Até então verificava-se processo oposto, de rejuvenescimento, tanto é que se for considerado o período de  2012 a 2017, a idade média subiu 1 ano. A relação entre a população residente e a frota de veículos ficou em 4,8 habitantes por veículo em 2017, mesmo índice registrado nos dois anos anteriores. De acordo com o Sindipeças, na comparação entre 2017 e 2007, essa relação declinou 34,2%.

O levantamento da entidade, feito desde o início dos anos 60 (exceto para motos) com base na venda de veículos no mercado interno, traz informações detalhadas por modelo, como ano de fabricação, motorização e tipo de combustível, que são utilizadas principalmente por fabricantes de autopeças que fornecem para o mercado de reposição.

No ano passado, 30% dos veículos tinham até 5 anos de idade, outros 35% de 6 e 10 anos, 17% entre 11 e 15 anos, 12% enre 16 a 20 anos e 6%, mais de 20 anos. A maior concentração da frota, o equivalente a 72,8%, está nos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Paraná.

Em 2017, os veículos flex representaram 62,7% da frota total e os veículos a gasolina, 26,5%. Somadas, as duas categorias atingiram 89,2% dos automotores circulantes. A frota movida apenas a álcool diminuiu a cada ano e representou apenas 0,7% do total em 2017.

Por sua vez, os autoveículos a diesel, ao alcançar 9,9% do total, praticamente mantiveram a participação observada em anos recentes. Veículos movidos a GNV, os tetrafuel e os híbridos elétricos não estão presentes nas informações utilizadas, por terem participação inexpressiva.

Com relação ao segmento de duas rodas, havia no ano passado total de 13,2 milhões de motocicletas circulando em vias públicas. Esse número representou queda de 2,0% no comparativo com 2016, ano que já tinha sido marcado por um decréscimo, de 1,25%.