Por Redação | autoindustria@autoindustria.com.br

A indústria  brasileira de motocicletas começa a respirar mais aliviada em 2018. Depois de amargar recuo de mais  de 2 milhões de unidades em 2011 para um 858 mil em apenas cinco anos,  o mercado interno esbarrou nas 900 mil motos em 2017 e no primeiro quadrimestre deste ano acumula 312,5 mil unidades negociadas, 12,8% a mais do que no mesmo período do ano passado.

Alguns segmentos, porém,  se saíram melhor nesse período de vacas magras. É o caso das big trail, motos de média e alta cilindrada dedicadas a percursos on e off road, que somaram quase 15 mil unidades em 2017, 14% a mais do que em 2013, segundo a Abraciclo.

É para para aproveitar esse fôlego em uma faixa de mercado de alto valor agregado que a  inglesa Triumph lançou nesta terça-feira, 15,  a nova Tiger nas versões de 800 e 1200 cm³.  O modelo já está nas revendas em nove versões:  800 XR (R$ 43.190,00),  800 XRx (R$ 48.890,00),  800 XRx low seat (R$ 48.890,00),  800 XCx (R$ 51.390,00), 800 XRt (R$ 54.890,00) e  800 XCa (R$ 55.890,00), 1200 XR (R$ 60.090,00), Tiger 1200 XCx (R$ 73.190,00) e Tiger 1200 XCa (R$ 83.490,00).

Segundo a fabricante, a nova geração da 800 recebeu mais de duas centenas de   modificações, em particular no quadro e motor.“Desenvolvemos várias atualizações importantes de tecnologia e desempenho feitas para melhorar a capacidade da  800 tanto na estrada quanto fora dela”, afirma Waldyr Ferreira, diretor geral da Triumph no Brasil.

As melhorias englobam, além da estética diferenciada, painel de instrumentos TFT coloridos de cinco polegadas, freios, suspensão, iluminação LED, piloto automático atualizado, escapamento, dentre outros aspectos. O motor é oum tricilíndrico de 95 cv e a transmissão tem nova relação de marchas.

A Triumph também aprimorou a ergonomia da 800. Para isso, recuou o guidão em 10 mm e adotou novo para-brisa ajustável manualmente em até cinco posições e assentos mais confortáveis. Foram mantidos freios ABS, controle de tração, acelerador eletrônico, piloto automático e assentos e manoplas aquecidas, dentre outros recursos.

Já o desenvolvimento da nova 1200,  assegura Ferreira, demandou quatro anos. “É a linha Tiger, de longe, mais pronta para a aventura já construídas”, diz o executivo, que destaca a redução de 10 kg no peso da motocicleta em comparação com a geração anterior, alcançada, sobretudo, com aprimoramentos no motor de 141 cv, quadro e sistema de escapamento.

 

A linha se destaca também pelo nível de tecnologia embarcada. As versõess XRt e XCa incluem, por exemplo, sistema de iluminação adaptável às curvas.  Estão disponíveis ainda piloto automático atualizado, tela ajustável com display TFT colorido, nova iluminação de LED, manoplas com aquecimento, novo sistema assistente para mudanças de marcha sem a embreagem e, nas versões XCx e XCa, ignição sem chave  e um novo modo de pilotagem “Off-Road Pro”.

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A 1200 também passou por aperfeiçoamentos nos assentos, posicionamento do guidão e geometria do quadro. A carenagem foi redesenhada e as rodas são novas. O modelo dispõe ainda de freios ABS e controle de tração otimizados para curvas, controle de ar que em subida, acelerador eletrônico, seis modos de pilotagem  e para-brisa ajustável eletricamente.

Mercado em ascensão – O segmento de big trails até 800 cm³ somou 4,4 mil motocicletas no ano passado, 5% a mais do que em 2016. Neste ano, calcula a Triumph, que produz a Tiger em Manaus (AM), deve avançar um pouco acima disso, por volta de 6%.

“Mas com lançamentos recentes e outros que chegarão no transcorrer do ano, creio ser até um índice conservador”, admite Ferreira, que espera que sua marca cresça no mínimo o dobro desse porcentual.

Se em 2017 foram vendidas exatas 1.848 unidades da Tiger, quase a metade de tudo que a Triumph negociou no mercado interno, este ano o modelo, somadas as versões de 800 e 1.200 cm³, deve  ultrapassar as 2 mil. Mais que suficientes, portanto, para manter a liderança.


Fotos: Divulgação/Triumph