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Sergio Marchionne, CEO da FCA, apresentou nesta sexta-feira, 1 de junho, em Balocco, Itália, o plano estratégico do grupo para os próximos cinco anos. A principal diretriz revelada: dobrar o lucro operacional do conglomerado até 2022.

O  executivo, que já anunciou sua aposentadoria para o começo do ano que vem, projeta que as vendas globais da FCA crescerão 7% ao ano no ciclo que começa agora  e revelou que a empresa fechará seu atual ano-fiscal com lucro.

É a primeira vez que o azul predominará nas planilhas da empresa, desde a sua formação em 2009,quando a Chrysler foi comprada pela Fiat.

Para chegar ao resultado financeiro projetado para o quinquênio, a FCA investirá cerca de € 9 bilhões no desenvolvimento de veículos híbridos e elétricos. Mais ainda: Marchionne decretou o fim dos motores a diesel nos automóveis de passeio que a FCA produz e vende especialmente na Europa até 2021.

É a maneira que empresa, a exemplo de outros fabricantes, encontrou de atender às legislações de emissões de poluentes e uma notícia preocupante para os defensores do diesel: mercados europeus sempre privilegiaram o combustível, que caiu definitivamente em desgraça após o Dieselgate, escândalo protagonizado  pela Volkswagen.

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Jeep, Alfa Romeo, RAM e Maserati serão as marcas mais beneficiadas nesses cinco anos, com vários novos produtos, sejam picapes, esportivos e crossovers.

Os SUVs ganharão ainda mais protagonismo nos negócios da empresa, campo onde a Jeep já se destaca em vários segmentos e mercados. Daqui para frente, porém, também a Alfa Romeo terá representantes importantes.

Mas mais do que os planos para essas linhas, o que chamou a atenção na apresentação comandada por Marchionne foi a ausência de projetos relevantes exatamente para as marcas de maior volume do grupo: Fiat, Chrysler e Dodge.


 

Foto: Divulgação/FCA