Por Alzira Rodrigues | alzira@autoindustria.com.br

O presidente da Anfavea, Antonio Megale, aproveitou sua participação no Simpósio de Eficiência Energética, Emissões e Combustíveis, realizado pela AEA, Associação Brasileira de Engenharia Automotiva, na quinta-feira, 14, na capital paulista, para defender a importância dos investimentos locais em pesquisa e desenvolvimento, um dos principais pontos do tão esperado programa Rota 2030.

Segundo Megale,  poucos países no mundo têm o privilégio de ter centros de pesquisa dentro das empresas como os existentes aqui no Brasil.

“Isso tem de ser valorizado e preservado”, destacou o executivo ao falar da visão geral da indústria automotiva sobre o futuro da matriz energética e mobilidade. Na sua opinião, se o biocombustível não for tratado aqui no Brasil, dificilmente será em outro lugar. “Considerando o ciclo total de vida, o etanol é um dos mais limpos do mundo”.

Ainda sem data marcada para ser anunciado, o programa Rota 2030 foi citado por Megale como fundamental para o setor ter novas metas de eficiência energética e preservar seus centros de Pesquisa & Desenvolvimento. “Um dia ele sai”, apostou o presidente da Anfavea.

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Também palestrante no evento da AEA, o diretor técnico da Anfavea, Henry Joseph Jr., destacou o efetivo avanço tecnológico dos automóveis brasileiros a partir do Inovar-Auto. “Os ganhos com eficiência energética chegaram a 15,4%, superando até mesmo as metas do programa. Houve redução de peso dos veículos, desenvolvimento de novos pneus e muitos outras melhorias tecnológicas”.

O Inovar-Auto também foi decisivo para que o setor automotivo investisse mais em pesquisa e desenvolvimento em suas unidades locais.

“O Brasil atualmente é fortíssimo em P&D”, reforçou Joseph Jr. “Isso tem de ser preservado. Nós não estamos pedindo dinheiro ao governo para investir em pesquisa e desenvolvimento. O que queremos é que o governo reconheça que os investimento em P&D podem pagar menos impostos. Sem apoio, o Brasil deixará de gerar inovação”.

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Realizado no Milenium Centro de Convenções, o simpósio da AEA teve por objetivo justamente discutir o futuro da matriz energética e da mobilidade no Brasil, temas que foram divididos em dois painéis distintos. Na parte da manhã, o foco principal foram as ações brasileiras na área energética, como o programa RenovaBio, o diesel de origem vegetal e o etanol.

Mas também houve espaço para discussão sobre a importância atual e futura da energia elétrica na matriz energética. Sobre o futuro da mobilidade no Brasil, o gerente de comunicação da Toyota, Anderson Suzuki, falou sobre veículos híbridos (a Toyota investe em um híbrido flex) , e o coordenador do Projeto VE da Renault, Luiz Fernando Oliveira, comentou sobre os veículos elétricos.

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Foto: Divulgação/FCA/Leo Lara