Por Alzira Rodrigues | alzira@autoindustria.com.br

Com o aquecimento das vendas no mercado interno, a participação das exportações na produção brasileira de veículos está em queda este ano, principalmente no segmento de pesados. Nos primeiros sete meses do ano passado, os fabricantes de caminhões destinaram expressivos 38% de sua produção para fora do País. No mesmo acumulado deste ano, esse índice baixou quase 10 pontos porcentuais, ficando em 28,2%.

Com relação a indústria como um todo, incluindo automóveis e comerciais leves, as exportações representaram 26,3% das vendas totais da indústria automobilística de janeiro a julho, ante a participação de 29% que detinham no mesmo período de 2017.

Além das vendas internas crescentes – só houve uma interrupção em maio e junho por causa da greve dos caminhoneiros -, o setor também passou a ter recentemente maiores dificuldades nas vendas externas por causa da retração nos mercados argentino e mexicano, os principais destinos dos produtos brasileiros.

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Pela primeira vez no acumulado do ano, a indústria registrou em julho retração em relação ao ano passado. Foram exportados 430,6 mil veículos este ano, contra 442,5 mil nos primeiros sete meses de 2017, queda de 2,8%. Já o mercado interno cresceu 14,9% no mesmo período, passando de 1,2 milhão para 1,38 milhão de unidades.

No caso específico dos caminhões, houve pequeno crescimento de 0,6% nas vendas externas no mesmo comparativo (16,47 mil unidades contra 16,38 mil), mas a expansão nas vendas domésticas do segmento é bem maior. Foram emplacados 38,6 mil caminhões nos primeiros sete meses deste ano, 48,6% a mais do que no período de janeiro a julho de 2017.

No auge da crise do setor automotivo, principalmente 2014 a 2016, todos os fabricantes, incluindo os de pesados, investiram na abertura de novos mercados e aumento dos negócios nos já existentes.

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Mas a Argentina continuou sendo o principal mercado da indústria brasileira. De acordo com dados da Anfavea, o país vizinho ainda responde por 75% das compras de veículos aqui produzidos. O México, que já teve participação de 12%, tem agora fatia de 6%, bem  próxima à do Chile, que até há pouco tempo respondia por apenas 2% a 3%.


 

Foto: Divulgação/MAN