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Dos 20 lançamentos da VW, 13 terão produção local até 2020

Em visita ao Brasil, Herbert Diess, CEO da marca, fala da confiança na retomada do mercado brasileiro

Por Redação

A Volkswagen apresenta na quinta-feira, 16, o seu mais novo sedã, o Virtus, que está sendo produzido em São Bernardo do Campo, SP, e será vendido no País a partir de janeiro. O lançamento ocorre logo após a chegada do hatch Polo ao mercado e faz parte do projeto da marca de renovar toda a sua linha de produtos nos próximos três anos. Em visita ao Brasil no sábado, 11, o CEO da marca Volkswagen, Herbert Diess, revelou que dos 20 lançamentos programados até 2020 para o mercado brasileiro, 13 terão produção local, incluindo-se aí o Polo e o Virtus.

Os novos modelos, segundo o executivo, consumirão boa parte do investimento de R$ 7 bilhões que a montadora está aplicando por aqui no período. Diess foi recebido na fábrica Anchieta, em São Bernardo do Campo, SP, pelo novo presidente e CEO da Volkswagen da América do Sul e do Brasil, Pablo Di Si, e demais membros do Board da empresa. Na lista dos outros 11 produtos a terem fabricação local, segundo confirmou Diess, incluem-se uma picape e uma SUV, a serem desenvolvidas sob a Estratégia Modular MQB, já utilizada no Polo e Virtus.

A própria Volkswagen admite a necessidade de renovar seu portfólio de produtos por aqui para voltar ao topo do mercado brasileiro. Em 2015, segundo a montadora, a idade média dos seus carros no Brasil era de oito anos. O objetivo é reduzir esse tempo para menos de cinco anos até 2020. Diess visitou o Brasil após passagem pela Argentina, na sexta-feira, 10, quando anunciou investimento no país vizinho de US$ 650 milhões na produção de um novo SUV na unidade de Pacheco, que terá nova pintura. As fábricas argentinas também passarão a contar com a nova plataforma global MQB.

O executivo disse que a confiança da Volkswagen na América do Sul deve-se à perspectiva de recuperação do mercado brasileiro, combinada com o crescimento contínuo na Argentina e em outros mercados da América Latina.
A partir da decisão da empresa de centralizar os negócios da região por aqui e não mais em Wolfsburg, suas vendas na América Latina cresceram 27% no acumulado de janeiro a outubro de 2017 em relação ao mesmo período de 2016. E as exportações da marca a partir do Brasil aumentaram 69%, na mesma base de comparação.


Foto: Divulgação/VW

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Publicado por
Alzira Rodrigues

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