Ao Volante

Uma volta com os novos VW Delivery

Além de mais capacidade de carga, os recém-lançados caminhões prometem oferecer melhor qualidade de vida aos motoristas e ajudantes

Por Lael Costa

Começaram a desembarcar na rede de concessionárias da Volkswagen Caminhões parte da linha dos novos Delivery, lançamento realizado na Fenatran em outubro do ano passado. Os modelos 6.160, 9.170 e 11.180 foram os primeiros a chegar. Se comparados com a geração atual, que ainda se mantém em oferta, o transportador leva para o pátio veículos integralmente novos, mais capazes e confortáveis.

Em test drive por uma rota mista que reuniu rodovias e centros urbanos, circuito que somou 70 km, os veículos deixaram boas impressões ao apresentarem nítida evolução no produto. A cabine oferece amplo espaço, dotada de piso quase plano, apenas o túnel central de 100 mm, o que facilita a movimentação interna.

Abriga três pessoas, motorista e dois ajudantes, embora não tenha mágica que faça a ocupante do meio ficar mais acomodado do que os outros dois. Surge, no entanto, uma prática mesa de trabalho ou mesmo para refeições neste mesmo assento com basculamento do encosto.

A bordo dos caminhões o motorista certamente não sentirá dificuldade nas manobras ou de circular em vias estreitas. Os engenheiros proporcionaram um amplo de campo de visão, com as colunas mais estreitas e retrovisores bipartidos bem-dimensionado, praticamente eliminando pontos cegos.

Os veículos trazem de série ajuste de altura e distância da coluna de direção, como também banco do motorista sustentado por sistema pneumático. Os caminhões também ganharam em tecnologia com sistema de diagnose, computador de bordo com informações de consumo, marcha, prazos de manutenção e períodos de funcionamento.

A fabricante oferece três níveis de acabamento na linha: City (de entrada), Trend e Prime. A depender da escolha, o ambiente interno pode ser comtemplado com ar-condicionado, acionamento elétrico dos vidros e espelhos dos retrovisores externos, conjunto capaz de refletir na segurança e na produtividade da operação, afinal, conforto resulta em menos fadiga.

No comando dos caminhões, o condutor não terá como negar a semelhança com produtos globais da marca Volkswagen, principalmente no recorte do volante e painel de instrumentos, que se assemelha muito com o que apresenta a picape Amarok. Depois, botões e seletores estão todos muito próximos do motorista, o que revela mais uma característica para pelo menos proporcionar aos ocupantes a sensação de estarem em um automóvel.

Os caminhões se mostraram, cada um a sua maneira conforme conjunto mecânico, agilidade no trânsito. O 9.170 e o 11.180 têm capacidade de carga útil de 5.600 kg e 7.450 kg, respectivamente, se configurados com a distância entre-eixos mais curta, de 2.900 mm e 3.200 mm, pela ordem.

Para cumprir o que prometem, ambos trazem motor Cummins de 3,8 litros que desenvolve 165 cv a 2.600 rpm e torque de 61,2 kgfm de 1.100 a 1.700 rpm, no primeiro caso, e 175 cv, com a mesma força, no segundo. Os dois, associados a uma caixa de transmissão manual de 6 marchas da Eaton, trabalham com folga, sem exigir tanto do acelerador e do câmbio

O 6.160, ao contrário dos irmãos mais pesados, solicita mais do motorista no trânsito. O motor, também fornecido pela Cummins, é menor, de 2,8 litros, que gera 156 cv a 3.200 rpm e torque de 43,8 kgfm de 1.500 a 2.400 rpm e, portanto, trabalha em faixas mais altas de rotação.

Veículo, no entanto, garante mais conforto. Destinado para aplicações mais leves – tem capacidade de carga útil de até 3.493 kg -, a engenharia pode adotar sistema de suspensão independente na dianteira, capaz de absorver melhor as irregularidades do piso.

Ao fim do percurso, mais um indicativo de potencial na redução dos custos operacionais, briga constante do transportador. Pelos números do computador de bordo, o 6.160 fez média de 5,3 km/l, o 9.170, 6,1 km/l, e o 11.180, 5,1 km/l.


Foto: MAN Latin America/Divulgação

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Publicado por
Décio Costa

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