Empresa

Neta chega no segundo semestre com promessa de fábrica em 2026

Marca chinesa confirmou importação de três modelos em 2024

Mais uma marca chinesa oficializa sua chegada ao Brasil. Nesta terça-feira, 28, a Neta Auto reuniu a imprensa em São Paulo para não só para confirmar o início de importação de três modelos ainda em 2024 como para anunciar que terá, sim,  produção aqui já a partir de 2026.

Braço automotivo da empresa de tecnologia Hozon, a Neta lançou seu primeiro carro, o SUV elétrico compacto Neta N01, há cerca de seis anos apenas. Hoje fabrica, sobre duas plataformas, sete modelos e já tem linhas de produção, além da originária na China, na Tailândia e Indonésia, conglomerado onde trabalham cerca de 9 mil funcionários.

A montadora, que diz ter negociados perto de 400 mil veículos no mercado chinês desde sua fundação, já está presente comercialmente em 29 países, inclusive no México, onde terá uma fábrica.

A primeira unidade na América do Sul, assim, complementaria o plano de expansão global da empresa, iniciado há apenas dois anos, repetindo a estratégia de outras marcas chinesas, como as bem mais conhecidas BYD e GWM e que já têm produção definida no Brasil e, no caso da  BYD, também na Europa.

Segundo Wilson Sun, vice-presidente da Neta, a ideia inicial é ter montagem CKD no Brasil, ou seja, a partir de kits importados da Ásia, inclusive para exportação para países vizinhos. O executivo também disse que a empresa constituirá um centro de distribuição de autopeças e rede de concessionários que serão nomeados nos próximos meses.

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A  Neta só não informou ainda qual o portfólio de produtos oferecerá aqui, embora as suspeitas recaiam sobre o SUV médio L e utilitários esportivos compacto X e Aya, além do V, mais barato, num primeiro momento.

De qualquer forma, haverá alternativas elétricas e híbridas, sempre com elevado grau de conectividade e muitos recursos de assistência à condução, promete a empresa. Carros acima dos R$ 150 mil e que podem esbarrar nos R$ 500 mil.


Foto Divulgação

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Publicado por
Redação AutoIndústria

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