Plataforma de motores Helm encaminha emissão zero conforme etapas da transição energética

O nome completo, do inglês Higher Efficiency Lower Emissions Multiple Fuels (Maior eficiência, Menos emissões e Múltiplos combustíveis), ou simplesmente Helm, resume o papel que desempenhará na trajetória da Cummins em direção a emissão zero.
Uma das principais atrações da empresa na Fenatran 2024, exposta da entrada do estande, a tecnologia é definida como uma plataforma de motores. De maneira simplista, o motor é capaz de operar com múltiplos combustíveis com a substituição do cabeçote e sistema de injeção, enquanto o bloco se mantém comum a todas as variações.
“Para enfrentar a mudança climática, o maior desafio do século, precisamos de todas as tecnologias para descarbonização. A Helm entrega tecnologias que fazem sentido para momentos e aplicações diferentes”, observa Adriano Rishi, presidente da Cummins Brasil.
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Presente na feira de transporte na versão X15L, a plataforma admite receber cabeçotes para operar com diesel, gás natural e hidrogênio. Nos Estados Unidos, testes com dez caminhões já acumulam mais de 9 milhões de quilômetros e resultados promissores. Com o uso de diesel, por exemplo, a Helm apresentou eficiência 12% no consumo em relação a geração atua de motores, o que se traduz em menos emissões na mesma proporção.
A contribuição da Cummins na redução dos gases de efeito estufa (GEE) ainda também passa pelos biocombustíveis e, no caso do Brasil, a empresa explora o etanol. Na Fenatran, a empresa mostrou o motor B6.7, conceito baseado em motor tradicional e reconhecido da família B, em versão de 330 cv e 895 Nm de torque a 1.800 rpm.
“O Brasil tem matriz energética privilegiada e se posiciona como o maior produtor de etanol no mundo, com infraestrutura já pronta. É essencial encontrarmos soluções que aliem inovação e viabilidade econômica para o nosso País”, lembra Rishi, listando potencial de aplicação em caminhões leves, picapes, ônibus, vans e tratores.
Foto: Divulgação Cummins
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