Negócios

Grupo Comporte renova frota com 1,2 mil ônibus Mercedes-Benz

Transação representa perto de 8% de tudo que a montadora deve vender no País este ano

Líder histórica do mercado brasileiro de ônibus, a Mercedes-Benz encerrou os primeiro sete meses de 2025 com quase 8,4 mil unidades negociadas, perto de 1 mil veículos a mais do que em igual período do ano passado.

O crescimento da ordem de 14% nos licenciamentos reflete a recuparação do mercado, mas também decorre de ações comerciais estratégicas e negócios pontuais com um ou outro cliente. Este ano, em particular, a montadora comemora acordo com o Grupo Comporte.

Para renovar sua frota em aplicações urbanas, rodoviárias e fretamento, o conglomerado de transportes está adquirindo nada menos do que 1,2 mil chassis de micro-ônibus, urbanos e rodoviários da Mercedes-Benz. Trata-se, assim, de transação de impacto importante nos números de vendas da fabricante em 2025.

A marca alemã estima crescimento médio de 10% a 12% do mercado interno este ano. Aplicado esse índice sobre as cerca de 13,6 mil unidades que emplacou em 2024, a Mercedes-Benz poderá superar os 15 mil ônibus de divesos segmentos.

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Sozinho, portanto, o Grupo Comporte terá respondido por cerca de 8% das vendas da montadora, uma vez que o contrato de fornecimento prevê todas as entregas antes do encerramento de dezembro.

Mais da metade — exatos 620 veículos — já foi faturada, informa Walter Barbosa, vice-presidente de Vendas, Marketing e Peças & Serviços Ônibus da Mercedes-Benz.

A maior parte está em operação e outra parcela em processo de encarroçamento. O lote entregue inclui 120 unidades do micro-ônibus LO, 188 da linha OF urbana, 130 de modelos para fretamento e 182 rodoviários.

Segundo Joaquim Constantino Neto, CEO do Grupo Comporte, cerca de 400 unidades foram destinadas a empresas do grupo no Estado de São Paulo, outras 200 para a atuação na Região Sul e 20 unidades para Brasília.

“Fazemos a programação de compras com até 6 meses de antecedência, a fim de dar previsão e confiabilidade na aquisição”,  afirma o CEO do grupo criado no fim da década de 50 e que se tornou um dos maiores operadores do transporte de passageiros do País.


Foto: Divulgação

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Redação AutoIndústria

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