Novidades promovem oportunidades de a marca reforçar o recado de modelos que entregam mais nos segmentos nos quais atuam

Os números das vendas de automóveis da Peugeot não são de encher os olhos, embora deva se ressaltar que são apenas dois produtos na oferta. Somente neste ano, a marca acumulou até agosto pouco mais de 14 mil unidades, volume que representou 1,14% do segmento de carros de passeio, conforme dados da Fenabrave. A introdução de tecnologia híbrida nas versões GT do 208 e do 2008, no entanto, surge como nova força para promover desempenho mais vistoso.
“Trabalhamos sempre para crescer e entendo que os híbridos são mais uma oportunidade para melhorar a nossa performance, considerando o que já fizemos até agora nesse ano”, observa Fabiana Figueiredo, vice-presidente da marca Peugeot na América do Sul. “Não tem um número projetado, mas a expectativa é crescer.”
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Cautelosa, a executiva adianta que prefere aguardar o comportamento das vendas daqui por diante. Mesmo porque, o 2008 também é um produto relativamente novo, lançado somente há um ano. Inicialmente, Fabiana espera que o mix atual se mantenha, com as versões topo de linha, agora representadas pelos híbridos entre 20% e 30%, incluído o primeiro modelo do segmento de hatch compacto com a tecnologia do País.
Caso o aumento da demanda pelos carros se concretize, Fabiana garante que a marca está prepara para atender, embora confirme ter ocorrido ao longo do ano alguns gargalos logísticos para trazer os modelos da Argentina, onde são produzidos.
“Historicamente, somos uma marca forte na Argentina, incluindo a disouta de liderança com o 208. Mas agora, com o mercado aberto, a concorrência está acirrada com novos players, o que exige um esforço lá, antes de vir para cá. No Brasil, o desafio é um pouco diferente.”
No caso, a executiva fala em crescimento, mas não a qualquer custo. “Temos uma renovação da gama que ainda não tivemos condição de dar a visibilidade que merece por meio dos produtos, em termos de qualidade, design e de equipamentos. Isso fez parte do sucesso na Argentina. A estratégia é reforçar aqui o que a marca tem de positivo.”
A retórica não desmente os números, mas Fabiana Figueiredo tem uma missão bem clara: convencer o consumidor brasileiro de que os automóveis Peugeot não são de nicho. “É a ideia de uma sofisticação acessível, como se estivéssemos no topo segmento. Entendemos que, nas faixas de preço, em termos de acabamento e de posicionamento, entregamos um pouco acima do que o mercado oferece.”
Foto: Divulgação Peugeot
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