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“Em três anos, crescemos uma Toyota”, revela dirigente da VW

Fernando Silva, de Vendas & Marketing, garante que a marca opera a plena capacidade, com alta de 15% no varejo, que na média cai 2,8%

Na Volkswagen do Brasil desde setembro de 2022, Fernando Silva deixa de ser diretor para assumir a vice-presidência de Vendas & Marketing a partir de 1º de outubro. A promoção ocorre em um dos melhores momentos da marca no País, com crescimento acima da média e consequente ganhos de participação.

“A gente fatura o que produz no dia, estamos trabalhando em dois turnos em todas as fábricas com capacidade cheia. É o sonho de toda montadora”, comentou o executivo em entrevista concedida antes da 3ª edição do Super, Sistema Único de Performance, que premia os melhores concessionários da marca.

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Realizado na noite de segunda-feira, 15, no Rosewood, na capital paulista, o evento foi o  palco perfeito para o futuro VP destacar o desempenho da marca e seus modelos e parabenizar a rede de concessionárias.

Disse haver gente falando dos chineses por estar perdendo participação, o que não ocorre com a Volkswagen; “Em três anos, crescemos uma Toyota. Vamos vender 160 mil carros a mais este ano do que em 2022”, explicou, ao lembrar que neste mês de setembro ele completa 3 anos na empresa.

Dentre os dados destacados pelo futuro VP de Vendas & Marketing, a expansão de 15% nas vendas do varejo de janeiro a 15 de setembro, enquanto na média houve recuo de 2,8%.

A VW ganhou 2,3 pontos de participação na venda para pessoa física, enquanto as outras três concorrentes do topo do ranking, Fiat, General Motors e Toyota, perderam, respectivamente, 1,2 p.p., 2,5 p.p. e 1,4 p.p.

Na avaliação de Fernando Silva, o bom momento  da Volkswagen reflete uma série de fatores, incluindo a governança do CEO e presidente, Ciro Possobom, que lidera com foco em que todas as pessoas da empresa estejam abertas e a vender um carro.

“Toda segunda-feira à noite ele está na minha sala para avaliarmos vendas e ações da semana”, comentou, lembrando também a importância do engajamento de todas as áreas da empresa e, principalmente, da rede.

Dos oitos meses deste ano, a Volkswagen liderou em quatro o varejo automotivo brasileiro, tendo o Polo também no topo dessa modalidade de venda.

No total, considerando vendas diretas e varejo, emplacou 266.226 carros e comerciais leves este ano, com participação de 16,89% e expansão de 10,2%, índice que pretende pelo menos manter no fechamento de 2025. No ano passado, suas vendas foram de 400 mil unidades, com market share de 16,1%.

Silva faz questão de dizer que a marca tem tido crescimento sustentável no Brasil, sem praticar descontos que afetem sua rentabilidade nos negócios, incluindo as vendas para pessoas físicas, que representam perto de 40% dos seus emplacamentos totais.

No acumulado de janeiro até 15 deste mês, a marca alemã comercializou 113.826 veículos no varejo, com participação de 14%, bem próxima à da Fiat, que foi de 14,6%. O Tera tem sido um sucesso, com prevista de vendas da ordem de 51 mil unidades até dezembro.

Mesmo diante do momento extremamente favorável, a Volkswagen não descansa na busca de novos clientes e mais market share. “Se piscar, o mercado muda e a gente perde. Nada de zona de conforto”, concluiu.


 

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Publicado por
Alzira Rodrigues

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