Pelo seu perfil urbano, novo SUV compacto deve atrair entre 40% a 50% de consumidores com preferência pela versão eletrificada

Por ser um modelo compacto com perfil predominantemente urbano, o Yaris Cross deve ter demanda pelas versões híbridas acima da existente na linha Corolla.
Ao menos é essa a aposta da Toyota, que calibrou a produção para oferecer entre 40% e 50% de modelos híbridos-flex na oferta do seu novo SUV, contra índice de 30% a 35% no seu sedã e também no Corolla Cross.
A informação é do presidente da montadora no Brasil, Evandro Maggio, que se mostra bastante otimista com a aceitação do Yaris Cross no mercado brasileiro, assim como em outros países da região.
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“Fizemos uma pré-venda com sinal de R$ 20 mil (acima do convencional no mercado) para ter uma ideia real do interesse pelo modelo. Já vendemos 4 mil unidades e iniciaremos, na próxima semana, as primeiras entregas”, informou o executivo.
A produção em série começou na semana passada, na fábrica de Sorocaba, SP, e a rede de concessionários da marca já está recebendo o SUV. A empresa estima produção de 52 mil unidades do novo compacto este ano, das quais 32 mil com motor flex destinadas ao mercado interno.
Como é de conhecimento público, a Toyota teve sua fábrica de motores em Porto Feliz, SP, destruída por um vendaval no dia 21 de setembro, o que gerou a paralisação da sua produção de veículos no Brasil e o adiamento da chegada do Yaris Cross ao mercado, inicialmente programada para o último trimestre de 2025.
A retomada ocorreu de forma gradual, a partir inicialmente da importação de motores do Japão e outros países. A montadora ficou entre 50 a 90 dias, dependendo do modelo, sem ter o que entregar para a rede.
No caso do Yaris Cross – que tem lançamento oficial na próxima segunda-feira, 9 -, a empresa optou por montar o motor flex em galpão alugado em Porto Feliz, em local onde inicialmente serviria apenas para armazenar e consertar o maquinário afetado pelo vendaval.
A fábrica original de Porto Feliz será totalmente reconstruída, com linhas mais enxutas e automatizadas e previsão de término apenas para o final de 2027.
Para não prejudicar os fornecedores locais, a Toyota acertou o envio de componentes produzidos aqui para fábricas lá fora, incluindo as do Japão, que estão montando motores para os veículos brasileiros.
Foto: Divulgação/Toyota
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