Modelo começa a ser entregue para a rede em fevereiro; mercado de janeiro registra desempenho morno; valor em IPVA atrasado em São Paulo assusta; e avaliação do Chevrolet Equinox RS
O SUV compacto da Toyota completa a gama de produtos da marca no Brasil e preenche o vácuo deixado pelos hatch e sedã Yaris que saíram de linha sem obter muito sucesso (continua sendo exportado para América do Sul). Yaris Cross sofreu atraso de cerca de quatro meses em razão do quase furacão que praticamente destruiu a fábrica de motores em Porto Feliz (SP). Este desastre natural chegou a afetar a posição de mercado da marca.
Contudo, o novo SUV chega com credenciais para impulsionar a Toyota no segmento de preço mais baixo em que não participava. Um dos seus trunfos são as dimensões (mm), bem próximas ao modelo maior Corolla Cross: comprimento, 4.310; entre-eixos, 2.620; largura, 1.770; altura, 1.665; porta-malas, 400 L (391 L, no híbrido). Apenas 20 mm a menos de entre-eixos sobre o SUV maior. Diferença na largura um pouco maior (55 mm) é sentida apenas com três passageiros no banco traseiro.

Motor flex de aspiração natural tem 110 cv/14,3 kgf·m (G); 122 cv/15,3 (E). No caso do híbrido pleno flex (primeiro SUV compacto no mercado com esta motorização): 91 cv/12,3 kgf·m (G/E); motor elétrico, 80 cv/14,4 kgf·m; potência combinada, 111 cv (torque combinado não pode ser medido). Por estes parâmetros, o híbrido flex deverá apresentar desempenho um pouco menor do que o flex convencional (11 cv a mais). Todavia, a diferença de apenas 1 s de 0 a 100 km/h (na ficha técnica oficial) quase não será sentida.
A maior vantagem surge na economia de combustível declarada (padrão Inmetro), em especial no ciclo urbano: híbrido flex, 30% (G); em estrada, 6,5% (G). Se utilizar etanol, ganho de 33% (urbano) e 4,7% (estrada).
Yaris Cross tem escala de preços mantida, apesar do atraso: R$ 149.990 (táxi e PCD) a R$ 189.990.
Segundo balanço da Anfavea, foram comercializados 170,5 mil veículos leves e pesados no primeiro mês do ano ou 0,4% a menos que janeiro de 2025. Resultado representou uma queda pequena, embora janeiro de 2026 tivesse um dia útil a menos sobre o mesmo mês do ano passado. Automóveis cresceram 1,4% e comerciais leves (basicamente picapes) avançaram um pouco mais, 3%. Em um ano de eleições nacionais a comercialização desses dois segmentos (95% do total) é mais difícil de prever, embora a entidade que representa a indústria automobilística pretenda fazer revisões trimestrais.
Média diária de vendas, 8.100 unidades, subiu quase 4% em relação a janeiro de 2025, resultado um pouco acima do que tanto Anfavea (mais 2,6%) quanto Fenabrave (mais 3%) preveem para 2026. Assim, ao longo dos próximos meses deverá haver uma acomodação. Os níveis de estoques subiram de 37 dias em dezembro para 57 dias em janeiro. No entanto, os veículos de fabricação nacional têm apenas 29 dias de estoque, enquanto os importados nada menos que 172 dias.
É fácil explicar esta enorme diferença. Ao cruzar os registros de importações com os emplacamentos a distorção aparece em razão de uma única empresa, a BYD. No ano passado importou milhares de carros elétricos em navios ro-ro de última geração para aproveitar o imposto de importação mais baixo que os 35% em vigor desde janeiro de 1995. Tardiamente o Governo Federal deu-se conta da manobra e ficou por isso mesmo. A benesse, entretanto, já acabou. Todavia seus feitos vão se estender ainda ao longo de 2026.
Apesar dos acordos do Mercosul, a Argentina (13.400 veículos) perdeu pela primeira vez para a China (16.400 unidades) como principal fornecedor externo para o mercado brasileiro, em janeiro último. O vizinho do Sul recebe muito mais carros do Brasil do que envia para cá. No caso da China nenhum carro brasileiro segue para lá, obviamente, mas portas continuam abertas aqui para 14 marcas chinesas. Essa situação de desequilíbrio começa a melhorar este ano, porém com índice de conteúdo local extremamente baixo. GWM saiu na frente, mas a BYD vai mudar o cenário em 2026 (no início com unidades importadas semidesmontadas).
Em janeiro, esta foi a repartição das vendas: gasolina, 3,8%; elétrico, 5,1%; híbrido, 6,7%; híbrido plugável, 5,1%; diesel, 11,7%; flex, 67,7%.
Pode parecer estranho, porém apenas no ano passado 664,4 mil motoristas tiveram o IPVA protestado em cartório, após não pagarem no prazo, o que resultou na negativação do CPF. Informação é do IEPTB – Instituto de Estudos de Protesto de Títulos do Brasil. Desde 2012, mais de 4,6 milhões de dívidas deste imposto acabaram protestados apenas em cartórios da cidade de São Paulo.
Além do valor exorbitante, parte dessas pendências já poderia estar solucionada. Cerca de 350.000 dívidas (mais de R$ 1 bilhão) foram quitadas, contudo permanecem registradas nos cartórios da cidade. A explicação vai desde o esquecimento até evitar pagar novas taxas de regularização nada módicas, além da demora de cinco dias úteis.
Outra ameaça envolve a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Três anos atrás o Superior Tribunal de Justiça (STJ) entendeu que a suspensão ou apreensão da CNH pode se adotar como medida coercitiva excepcional a fim de estimular a quitação de dívidas de qualquer natureza, desde que observados critérios rigorosos de proporcionalidade e razoabilidade.
Entretanto, o juiz deve respeitar direitos fundamentais como saúde e segurança financeira. Se o motorista comprovar que a CNH o ajuda no seu sustento, por exemplo, será poupado. Segundo resposta de I.A., a decisão do STJ aplica-se a dívidas cíveis e, com maior frequência, em casos de alto valor em que o devedor esconde patrimônio.
Curiosidades: Contran liberou, uma quinzena atrás, exame prático com carros de câmbio automático (veículos elétricos nem câmbio têm, por exemplo). Prova de baliza também foi dispensada. Automóveis modernos possuem câmeras que facilitam bastante manobras de estacionamento e a tendência é sua adoção aumentar ao caírem de preço. Enquanto isso não acontecer, prepare-se para ver muitos novatos ao volante penarem para estacionar e até ouvir buzinadas nervosas…
SUV médio-grande da Chevrolet continua vindo do México e por isenção de imposto de importação oferece preço competitivo para seu porte. Entre os destaques estão a lista de equipamentos de série como teto solar panorâmico, chave presencial, abertura elétrica da tampa do porta-malas, bancos dianteiros com aquecimento e ventilação, sensor de chuva e até banco traseiro aquecido (menos para o ocupante da posição central).
Seu estilo é marcante pela grade do radiador pintada de preto e personalidade própria. Já as lanternas traseiras não são interligadas, como está na moda. O conjunto, entretanto, agrada. Dimensões (mm): comprimento, 4.657; entre-eixos, 2.730 (coincidentemente idêntico ao sedã Omega, de 1992); largura, 1.902 e altura, 1.713. Massa em ordem de marcha: 1.678 kg. Porta-malas, 469 L, perde para alguns concorrentes, mas o assoalho está alinhado ao batente da tampa, o que facilita manuseio da bagagem. Espaço bom para ombros dos três passageiros no banco traseiro, além do assoalho plano.
Quadro de instrumentos tem 11 pol. mas a tela multimídia 11,3 pol. o deixa em desvantagem frente aos concorrentes chineses. Há espelhamento do celular sem fio para Android Auto e Apple CarPlay, em todos os modelos com motor a combustão, mas a GM decidiu utilizar um sistema próprio que vai onerar futuros clientes (de imediato, os elétricos).
Motor 1,5 L turbo, gasolina, entrega 177 cv/28 kgf·m. Consumo padrão Inmetro de 9 e 10,7 km/l, cidade e estrada, está dentro da média dos SUVs deste porte. Tanque de 59 L permite alcance de 531 km (cidade) a 631 km (estrada). Câmbio automático convencional epicíclico de 8 marchas (antes eram seis) e tração 4×4 sob demanda.
Durante a avaliação, chamou atenção o silêncio a bordo. Suspensões (traseira do tipo multibraço) atuam muito bem até em uso leve fora de estrada. Sistema de frenagem autônoma de emergência é algo brusco para as condições comuns aqui nas cidades. Configuração do quadro de instrumentos pouco intuitiva. Motor apresenta boas respostas, todavia não empolga, pois a massa de quase 1.700 kg limita a aceleração: 0 a 100 km, 9,4 s (declarada).
Preço: R$ 291.190.
Fotos: Divulgação
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