Empresa

Apesar dos chineses, VW quer seguir ganhando participação

Ciro Possobom diz que com demanda acima da oferta, marca não participará de guerra de preços

O evento de apresentação do novo Tiguan na noite de terça-feira, 24, em São Paulo, foi palco também de comemoração dos bons resultados da Volkswagen na região. Os números positivos foram apresentados pelo Ceo e presidente da montadora no Brasil, Ciro Possobom, e pelo chairman executivo da América do Sul, Alexander Seitz.

Possobom fez questão de destacar que, apesar dos chineses, a marca segue crescendo em participação no mercado brasileiro. Fechou 2026 com fatia de 17,1%, ganho de um ponto porcentual sobre 2024.

LEIA MAIS

Por R$ 300 mil, VW inicia venda do novo Tiguan em 7 de maio

“No primeiro bimestre tivemos uma pequena queda por causa da falta de produtos, decorrente das férias coletivas de fim de ano. Entramos em janeiro com o estoque mais baixo da nossa história”, informou Possobom, garantindo que o projeto para 2026 é continuar ampliando o market share.

Durante a apresentação do Tiguan, ele chegou a comentar que a empresa só não está vendendo mais Tera porque não consegue produzir mais. A fábrica de Taubaté, SP, onde o SUV compacto é produzido, opera em dois turnos com trabalho também aos sábados.

Sobre eventual aumento de produção, o presidente da VW Brasildisse que a montadora não descarta ampliá-la este ano, mas ressalta que a demanda acima da oferta sustenta os preços, o que é importante para manter a lucratividade.

“Não vamos entrar nesta loucura de promoções, de guerra de preços. O carro é um bem importante para o brasileiro e não queremos que ele compre um carro agora e dois meses depois o produto está mais barato”.

O bom momento da marca, segundo o executivo, tem tudo a ver com os investimentos (R$ 20 bilhões na região até 2028) e o lançamento contínuo de novos modelos.

Alexander Seitz, em sua apresentação no pavilhão 3 do São Paulo Expo, mostrou os números da região, informando que desde 2002 a produção vem num crescendo, saltando de 417 mil veículos para 583 mil no ano passado, alta de 40%. A participação da marca na região triplicou, de 5% para 15%.

“Crescemos três vezes em três anos e somos a única região do mundo que registra expansão de dois dígitos na venda de veículos da marca”, destacou Seitz, revelando que a América do Sul deverá superar a Alemanha em vendas este ano.

No Brasil, a produção saltou de 367 ml para 461 mil unidades de 2023 para 2024, alta de 5,6%. No ano passado chegou a 539 mil, novo crescimento de 17% no comparativo interanual.


 

Compartilhar
Publicado por
Alzira Rodrigues

Notícias recentes

Por R$ 300 mil, VW inicia venda do novo Tiguan em 7 de maio

Importado do México, SUV tem motor 2.0 que entrega 272 cv

% dias atrás

CD da GWM já abriga 800 mil componentes e peças de reposição

Número crescerá em 2026 para acompanhar a prevista ampliação da linha de veículos

% dias atrás

Mercado de automóveis na Europa chega estável no 1º bimestre

Vendas de elétricos e híbridos alcançam participação perto de 70% no período

% dias atrás

CNH premia os melhores fornecedores com o Suppliers Excellence Awards 2026

Aptiv foi a maior vencedora ao ser reconhecida em duas categorias e como Fornecedor do…

% dias atrás

China concentra um terço dos investimentos de montadoras no País

Projeção indica aportes de US$ 7,4 bilhões até 2030 para instalar capacidade de montar mais…

% dias atrás

Na Alemanha, o primeiro centro de inovação da Leapmotor fora da China

Objetivo da Stellantis é promover a globalização da marca também em design e engenharia

% dias atrás