Mercado

Consórcio de veículos pesados recua 15% no bimestre

As adesões caíram de 29,5 mil para 25 mil no período e o volume de créditos comercializados recuou de R$ 6,4 bilhões para R$ 5,5 bilhões

Após um ano marcado por recordes consecutivos de venda, o sistema de consórcio de veículos entra em 2026 mostrando estabilidade com viés de queda em alguns segmentos, em especial o de pesados.

Foram comercializadas 577,24 mil cotas no total do bimestre, incluindo também leves e motos, volume levemente abaixo do registrado no mesmo período de 2025 (583 mil).

A liberação de crédito se manteve estável, na faixa de R$ 33,2 bilhões no período, mas houve queda de 12,4% nas contemplações, que baixaram de 301,9 mil para 264,43 mil. Já o número de participantes ativos cresceu 8,5%, de 8,81 milhões para 9,56 milhões.

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Conforme dados divulgados pela Abac, Associação Brasileira das Administradoras de Consórcio, do total de consorciados ativos no momento, 56,3% participam dos grupos de veículos leves, 34,1% nos de motocicletas e 9,6% nos pesados.

Com relação aos pesados, que inclui caminhões, implementos e máquinas, a entidade destaca que o recuo acompanha movimento verificado no mercado como um todo, no qual entidades representantes das montadoras, concessionárias e revendas apontam dificuldades como insegurança, endividamento, taxa de juros  elevados e expectativa de resultados inferiores ao ano passado.

A venda de novas cotas de pesados caiu 15,2% no bimestre, baixando de 29,5 mil para 25 mil. Também recuou, em índice de 13,5%, o volume de crédito comercializado, que baixou de R$ 6,4 bilhões para R$ 5,5 bilhões. O tíquete médio dos pesados teve pequena variação negativa, de 1,1%, fechando fevereiro em R$ 234,4 mil.

Veículos leves e motos

O maior setor em número de consorciados ativos no sistema, o consórcio de veículos leves, alcançou mais de 310 mil cotas vendidas na somatória de janeiro e fevereiro. Com tíquete em alta, os negócios somaram R$ 22,52 bilhões.

“Contudo, pela natural desaceleração do bimestre, os indicadores de adesões e contemplações anotaram retração, respectivamente de 2,5% e 4%, enquanto o de créditos concedidos teve alta de 2,6%, chegando a R$ 22,52 bilhões nos dois meses”, informa a Abac, revelando também que o tíquete médio no segmento recuou 4%, passando de R$ 137,9 mil para R$ 132,4 mil.

O segmento que vem melhor desempenho foi o de motos, com avanços nos dois primeiros meses em quatro dos seis indicadores: participantes ativos, vendas de cotas, tíquete médio e créditos comercializados.

Na soma das vendas houve alta de 2,8%, com decorrente avanço de 7,6% nos negócios. Foram comercializados R$ 5,12 bilhões em crédito, valor que reflete aumento de 2,9% do tíquete médio de fevereiro sobre o do mesmo mês de 2025.

Em razão do menor número de dias úteis no bimestre, por causa de feriados e férias, os dois outros indicadores, contemplações e créditos concedidos, recuaram, respectivamente, 19,7% (para 116,3 mil) e 16%, de R$ 2,94 bilhões para 2,47 bilhões.


 

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Publicado por
Redação AutoIndústria

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