Produto

Com motor diesel V6, Amarok quer mais do que potência

Modelo da Volkswagen é apenas a quinta colocada no ranking de vendas das picapes médias

Por George Guimarães

A Volkswagen finalmente resolveu dar um novo importante empurrão para sua picape média Amarok após mais de sete anos de seu lançamento no mercado brasileiro. A montadora apresentou esta semana a nova versão Highline com motor V6 diesel  e preço sugerido de R$ 187,7 mil para um lote inicial de 450 unidades.

A maior novidade do modelo fabricado na Argentina, claro, está sob o capô. É o motor alemão turbo de 3 litros, que desenvolve 225 cv e torque de 56,1 m.kgf, agora o mais potente da picape, que dispunha até hoje somente de um diesel 2.0. Acoplado a uma transmissão automática de oito velocidades e tração integral, ele leva a Amarok da imobilidade até 100km/h em apenas 8 segundos.

As primeira unidades chegarão às concessionárias a partir de fevereiro — pré-vendas a partir desta semana mediante sinal de R$ 10 mil. O fato de ter agora o mais potente motor do segmento será um forte argumento para o modelo, que no acumulado até novembro, segundo a Fenabrave, foi apenas a quinta picape média mais vendida do País, com 10,6 mil unidades vendidas e 6,9% de participação.

A entidade relaciona como picapes médias, porém, dez modelos, dentre eles a Fiat Toro, líder do segmento com 46,5 mil unidades , e Renault Oroch, sexta colocada, mas claramente dois produtos bem distintos da representante da Volkswagen. Ainda assim a Amarok está atrás de três das mais diretas opontes: Toyota Hilux, com mais de 30,3 mil emplacamentos no período, Chevrolet S10, 27,4 mil unidades, e Ford Ranger, que registrou 15,2 mil licenciamentos.

O segmento de picapes representa cerca de 13% do mercado interno de  automóveis e comerciais leves e  somente as classificadas médias têm 8%: de janeiro a novembro foram vendidas 153,8 mil, 11% a mais do que em igual período do ano passado.

Mas a tendência é que o segmento possa  avançar mais alguns pontos já em 2018 e, sobretudo, em 2019, com a chegada de novos marcas, como a Ssangyong, e, especialmente, da Renault Alaskan e Mercedes-Benz Class X, primas-irmãs da Nissan Frontier.

Se a competição já não era das mais fáceis para a Amarok,  pode ficar ainda mais árdua, portanto. Por isso, a nova versão traz, além do motor V6,  alguns atributos e melhorias que podem atrair consumidores.

O modelo dispõe de série, por exemplo, de bancos dianteiros com regularem elétrica, quatro airbags, câmera de ré, faróis  bixenônio, rodas de 19 polegadas, monitor de pressão de pneus, piloto automático, controle de estabilidade de tração e sistema de partida em ladeira e de controle de descida.


Foto: Divulgação/VW

 

 

 

 

 

 

Compartilhar
Publicado por
George Guimarães

Notícias recentes

Importação de carros chineses cresce 61% e a de argentinos cai 30%

Presidente da Anfavea destaca movimento inverso e chama a atenção para estoque de 172 dias…

% dias atrás

Exportações de veículos começam 2026 com o pé no freio

Principal mercado dos produtos brasileiros, Argentina reduziu compras

% dias atrás

Eletrificados têm fatia recorde, mas com maior presença dos nacionais

Participação chegou a 16,8% em janeiro, com 35% das vendas concentradas em híbridos brasileiros

% dias atrás

Produção de caminhões recua 15% em janeiro a espera do impulso do Move Brasil

Programa promete aquecer o ritmo ao registrar R$ 1,3 bilhão em crédito aprovado em apenas…

% dias atrás

Montadoras desaceleram produção neste início de ano

Apesar da inclusão de unidades CKD/SKD, o total de 159,6 mil veículos fabricados é 12%…

% dias atrás

Produção de chassi de ônibus inicia ano em ritmo estável

Segmento aguarda nova licitação para o Caminho da Escola

% dias atrás