Vendas dos associados da Abeifa crescem em janeiro, mas entidade diz não haver espaço para importados de alto volume

Por Redação
Com 2.422 emplacamentos no mês de janeiro, as dezessete marcas filiadas à Abeifa, Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores, iniciaram o ano com crescimento de 24,5% em relação ao primeiro mês de 2017, quando foram realizados 1.945 negócios.
Vale destacar que a base é extremamente baixa, visto que no ano passado o segmento registrou o pior janeiro em sete anos. Tanto é que no comparativo com dezembro, quando emplacaram 3.324 veículos, os associados da Abeifa registraram queda de 27,1%. Os números, assim, ainda estão bem aquém do potencial do segmento.
José Luiz Gandini, presidente da Abeifa, lembra que os associados da entidade respondem por apenas 1,3% do mercado interno: “Na semana passada, o MDIC divulgou estatísticas mostrando que as importações de veículos automotores cresceram 58% em valores, quando, em unidades, nós crescemos 24,5% sobre janeiro de 2017. Nós representamos apenas 11,77% do total de veículos importados. O maior volume vem por meio das próprias montadoras”.
Ainda segundo Gandini, mesmo com a volta da isonomia tributária e do fim das cotas limitadoras os importadores não terão condições de trazer para cá carros de preços mais acessíveis, aqueles de maior volume: “A indústria local tem ofertas muito competitivas e com o dólar no patamar de R$ 3,30 fica difícil para os importadores atuarem fora de nichos de mercado”.
Quando à implementação do Rota 2030, Gandini reafirma que concorda com o governo que o setor precisa ter política industrial: “Continuamos aguardando sua publicação, com a convicção de que o novo programa respeitará a isonomia tributária, sem contrariar a OMC”. Para este ano, a expectativa da Abeifa é a de que seus associados atinjam venda da ordem de 40 mil unidades.
Foto: Divulgação/Abeifa
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