Política Setorial

Uma nova data para o Rota 2030

Anfavea não confirma, mas fontes do setor garantem que divulgação será dia 12 em Brasília

Por Alzira Rodrigues | alzira@autoindustria.com.br

Após inúmeros desencontros em relação à divulgação do programa Rota 2030, o presidente da Anfavea, Antonio Megale, já no mês passado comentava que não falaria mais em data. E foi assim na quinta-feira, 5 de abril, quando foi questionado, durante a apresentação do balanço trimestral do setor, sobre a reunião que estaria marcada para o próximo dia 12 em Brasília:

“Temos expectativa que saia. Pedimos reunião com o presidente da República para esta primeira quinzena do mês. Mas não temos certeza que será dia 12”.

Outros executivos do setor, no entanto, confirmam a reunião, até porque estão convidados para participar do ato de divulgação da nova política automotiva do setor às 15 horas da próxima quinta-feira, 12.

O evento reunirá a presidência da República, os Ministérios da Fazenda e da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) e, obviamente, os principais representantes do setor, incluindo Anfavea, Sindipeças e Abeifa, a entidade que representa os importadores e alguns fabricantes locais.

Leia mais

Rota 2030: adiamentos sucessivos geram descrédito no setor.

→Rota 2030: a novela continua.

Na entrevista coletiva da quinta-feira, 5, Megale admitiu que as associadas da entidade estão aguardando com ansiedade a divulgação do Rota 2030. A pendência em relação aos incentivos a Pesquisa e Desenvolvimento chegou a ser vista como um empecilho para a definição de novos investimentos, principalmente os relativos à eficiência energética.

O atraso, certamente, não agradou ninguém. Primeiro o Rota 2030 seria divulgado no final de agosto e daí para frente a data foi sendo postergada por diversas vezes, até que 2017 – assim como o Inovar-Auto – acabou sem que nada fosse resolvido.

Agora, às vésperas de uma nova data pra divulgação do Rota 2030, Megale disse que “um atraso de dois ou três meses não vai comprometer o programa, porque ele é de longo prazo”.

As divergências entre o MDIC e o Ministério da Fazenda vieram a público já no final do ano passado. A Fazenda barrou o programa por ser contra qualquer incentivo às montadoras, mas o setor continuou insistindo na importância de um programa de longo prazo que desse previsibilidade às empresas.

De acordo com reportagem do jornal Valor Econômico, publicada na terça-feira, 3, foi encontrado um formato do Rota 2030 que fica bem no meio do caminho entre o que vinham defendendo o Ministério da Fazenda e o MDIC (http://www.valor.com.br/brasil/5424733/rota-2030-deve-ganhar-solucao-salomonica).

Segundo o texto, a nova versão do programa prevê que os créditos tributários concedidos às empresas do setor por investimentos em pesquisa e desenvolvimento tecnológico poderão ser usados no abatimento de qualquer imposto federal, incluindo IPI e PIS/Cofins, por um prazo de três anos. Do quarto ano em diante, a dedução seria feita exclusivamente do montante devido em Imposto de Renda e CSLL.


Foto: Divulgação/Anfavea

 

Compartilhar
Publicado por
Alzira Rodrigues

Notícias recentes

Brasil passa a quinto maior mercado mundial de veículos chineses

Embarques ultrapassaram 322 mil unidades no ano passado

% dias atrás

Em Sorocaba, Toyota inicia produção em série do Yaris Cross

Já em pré-venda, novo SUV compacto chega nas concessionárias em fevereiro

% dias atrás

Importações de autopeças atingem maior valor no pós-pandemia

Compras na China cresceram 15% e foram decisivas para o déficit de US$ 15 bilhões…

% dias atrás

Daimler começará a fabricar caminhão a célula de hidrogênio este ano

Cavalo-mecânico utiliza combustível líquido e pode rodar mais de 1 mil km com um único…

% dias atrás

Volvo registra recorde nas vendas de caminhões seminovos em 2025

Fabricante garante procedência e para veículos da marca oferece serviços de conectividade

% dias atrás

VWCO tem na Argentina o seu maior mercado fora do Brasil

No ano passado, a fabricante registrou crescimento de 12% nas vendas

% dias atrás