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CNH Industrial abriga celeiro de inovações

Companhia aparece como a empresa privada com maior número de patentes no Brasil

Inovação é tema caro para a CNH Industrial. Para o conglomerado fabricantes de máquinas agrícolas e de construção, veículos comerciais e motores, a cultura interna de disseminar a inovação é antes de tudo uma questão de competitividade.

De acordo com relatório do Inpi, Instituto Nacional de Propriedade Industrial, a companhia foi a única empresa privada do Brasil entre as dez principais depositantes de novas patentes em 2017. Somente no ano passado, a CNH Industrial depositou 150 novas patentes, das quais 46 geradas por inventores brasileiros aplicadas em produtos desenvolvidos aqui e em outros países da América Latina, Estados Unidos e Europa. Ao todo a fabricante detém mais de 900 patentes ativas no Brasil e mais de 10 mil em todo o mundo.

Os aportes anuais em P&D – em 2017 o investimento somou US$ 100 milhões na América Latina – tornam realidade soluções para as áreas de agricultura, construção, transporte e energia. Caso, por exemplo, de uma plantadeira desenvolvida na unidade da empresa de Piracicaba (SP) que entrega 30% a mais de produtividade.

“As múltiplas culturas em uma mesma área de produção, leva ao desafio de conceber novas máquinas, mas que também possam preservar a terra”, conta Sergio Soares, diretor de desenvolvimento de produto e engenharia agrícola da CNH Industrial para a América Latina. “Temos o compromisso de fornecer produtividade com sustentabilidade.”

Soares lembra que a chamada revolução digital em andamento incorpora inteligência nas máquinas, ampliando o terreno da inovação. “A possibilidade de monitorar a demanda de potência das máquinas permitiu uma redução de 5% no consumo de combustível”, revela.

A telemática também avança como plataforma de serviços para criar novos negócios e sinergias entre os campos de atuação da companhia. O agricultor, por exemplo, já pode se valer da agricultura de precisão para monitorar a colheita de maneira remota, obter diagnóstico de falha da máquina com 26 de horas de antecedência, poder fazer a manutenção do veículo por vídeo a partir da leitura de um QR Code ou mesmo programar o trabalho do trator com auxílio de drones.

“A agricultura de precisão impulsiona a elaboração de novas arquiteturas eletrônicas, o que permite usar os dados gerados pelas máquinas para aprimorar todo o processo”, diz Gregory Riordan, diretor de soluções de precisão e telemática da companhia. “Em uma perspectiva de evolução na era digital, a partir de 2023 a inteligência artificial dará suporte à direção autônoma.”

No campo do transporte e energia, a empresa segue no desenvolvimento de propulsores alimentados com combustíveis alternativos, como o gás, além de tecnologias baseada em baterias e células de combustível. “A eletrificação é certamente um caminho sem volta, mas o diesel ainda em muito a evoluir na questão da eficiência térmica”, acredita Alexandre Xavier, diretor de engenharia de motores e energia da CNH Industrial. “Neste cenário, o gás aparece como uma etapa intermediária entre o diesel e a eletrificação completa.”

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Foto: CNH Industrial/Divulgação

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Publicado por
Décio Costa

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