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ZF encaminha a transição para o fim das caixas manuais

Nova transmissão automática em desenvolvimento prepara terreno para popularizar tecnologias híbridas e elétricas

Câmbio manual na ZF já são consideradas do passado. Embora os modelos ainda estejam em linha em diversas unidades espalhadas pelo mundo, dentre as quais a fábrica de Sorocaba (SP), onde a caixa do tipo participa com 60% do volume produzido de transmissões, a empresa não mais colocará tempo e dinheiro no produto.

“Em curto e médio prazos, entre cinco e 15 anos, caixas manuais não terão mais sentido, massa suficiente para sustentar produção”, avalia Israel Valle, chefe de negócios da divisão de transmissões da ZF. “Pelos estudos e tendências, as tecnologias híbridas e elétricas em transmissões automática e automatizadas ocuparão o lugar.”

Para a ZF a bola da vez é a PowerLine, transmissão automática de oito velocidades que traz conceito dos automóveis para o mercado de veículos comerciais e base para incorporar tecnologias híbridas e elétricas. O produto, ainda em desenvolvimento na Europa, deve entrar em produção somente em 2021 e chegar por aqui na janela que se vislumbra no horizonte com a entrada da nova fase do Pronconve, equivalente ao Euro 6, em 2023.

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A nova caixa terá como foco atender às aplicações urbanas em ônibus e caminhões com PBT de 15 toneladas a 24 toneladas e motores com até 300 cv. Pelo que já mostra em resultados, o a transmissão proporcionará mais vantagem em relação ao atual câmbio automático de seis marchas.

Segundo o representante da ZF, na comparação entre as caixas, a PowerLine entrega aceleração 25% mais rápida, consumo 4,5% mais econômico e pesa até 20% menos. “Os pontos de troca da marcha estão mais baixos, com acelerações sem interrupção do torque”, resume Valle. “Enquanto a caixa de 6 marchas trabalha em faixa de 1.000 a 1.950 rpm, a de oito garante mais eficiência entre 900 e 1.600 rpm.

Valle conta que empresa já começa conversas com montadoras no Brasil para fornecimento, mas descarta, pelo menos em um primeiro momento localização da caixa. “Teríamos de dominar o mercado, produzir de 50 mil a 60 mil por ano para valer à pena. Por hora, não temos essa pretensão.”


Foto: ZF/Divulgação

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Décio Costa

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