Mercado

Mercado de comerciais pesados encerra o bimestre em queda de 1,4%

Volumes menores de caminhões e ônibus entregues em fevereiro puxaram para baixo o resultado do acumulado do ano

Balanço dos emplacamentos de veículos do primeiro bimestre divulgado pela Fenabrave, na segunda-feira, 2 de março, mostra desaceleração de 1,38% nas vendas de comerciais pesados. No período, o setor de transporte absorveu 17,6 mil caminhões e ônibus contra 17,9 mil unidades dos segmentos negociadas no mesmo acumulado do ano passado.

Para a Fenabrave, no entanto, o recuo não foge da normalidade para o período, marcado por férias escolares, aumento de despesas e feriados de Carnaval. “Consideramos o desempenho do primeiro bimestre em surpresas com relação às nossas projeções. Continuamos confiantes de que teremos um novo ciclo de crescimento nas vendas de veículos no País nos próximos meses”, diz em nota oficial Alarico Assumpção Júnior, presidente da federação que representa dos concessionários.

Ônibus puxam a queda

O mercado de ônibus foi o que registrou a maiores baixas, o que influenciou o resultado geral. Somente em fevereiro, as vendas do segmento alcançaram 1,8 mil unidades, declínios de 14,6% na comparação com janeiro, com 2,1 mil chassis entregues, e de 7,3% em relação a fevereiro de 2019, quando anotou 1,9 mil unidades licenciadas. Nos dois primeiros meses, a queda foi de 4,6%: dos 4,2 mil emplacamentos para quase 4 mil.

No segmento de caminhões, as entregas de 6,5 mil unidades no mês passado representaram recuos de 9,4% frente ao desempenho de janeiro, quando os licenciamentos chegaram 7,1 mil unidades, e de 4,5% ante o mesmo mês do ano passado, com 6,8 unidades vendidas.

Na comparação entre bimestres, porém, o cenário é de estabilidade, com ligeira queda de 0,4%. Nos dois primeiros meses, os emplacamentos de caminhões somaram 13,6 mil unidades ante 13,7 mil anotadas um ano antes.

LEIA MAIS

→Vendas de ônibus crescem 39% em 2019

→Mercedes-Benz projeta alta de 17% no mercado de pesados em 2020

→Volvo projeta alta de 15% no mercado de caminhões acima de 16 toneladas em 2020


Foto: Scania/Divulgação

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Décio Costa

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