Mercado

Consórcio de veículos pesados cresce mais de 60% no trimestre

Abac acredita que, pelo seu perfil, o segmento será menos afetado pelas medidas de combate ao Covid-19

Afetado pelas medidas de combate à Covid-19, o balanço do sistema de consórcio de veículos, que contempla veículos leves, pesados de motocicletas, encerrou o primeiro trimestre com estabilidade no número de venda de cotas e de participantes ativos, brecando movimento anterior de crescimento em 2020.

Por segmento, o destaque positivo fica por conta do desempenho dos veículos pesados, que inclui caminhões, ônibus, semirreboques, tratores e implementos, cujas vendas totalizaram 26,58 mil novas cotas nos primeiros três meses, alta de 61,1% sobre o mesmo período do ano passado (16,5 mil). O volume de créditos comercializados cresceu 64,9% no mesmo comparativo, com, respectivamente, R$ 4,32 bilhões e R$ 2,62 bilhões, conforme dados da Abac, Associação Brasileira das Administradoras de Consórcio.

O bom resultado dos pesados contribui para a estabilidade no consórcio de veículos em geral, que praticamente repetiu os números do ano passado tanto em venda de notas cotas (565 mil) como no número de participantes ativos (6,2 milhões). No caso dos automóveis e comerciais leves houve pequena alta de 3,8%, com a venda de 312,8 mil novas cotas, enquanto o consórcio de motos caiu 8,5%, com 225,6 mil aquisições.

Com relação ao sistema como um todo, o presidente executivo da Abac, Paulo Roberto Rossi, acredita que o balanço de abril e possivelmente maio deve mostrar queda em função das medidas de combate ao novo coronavírus. Ressalta, no entanto, que no caso dos veículos pesados o impacto deverá ser menor, por se tratar de bens classificados como importantes dentro das atividades essenciais.

“É possível admitir estabilidade para os futuros meses nas vendas de novas cotas de pesados”, comenta Rossi, lembrando que o segmento atingiu 359,6 mil participante ativos este ano, número 13,8% superior ao registrado no primeiro trimestre de 2019.

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Na avaliação do presidente da Abac, o sistema de consórcio no geral deve sofrer menos do que os demais segmentos econômicos, “por abranger negócios perfeitamente adaptáveis à nova realidade, com negociações remotas, desde a primeira abordagem, quando da adesão ao grupo, até os contatos posteriores de suporte ao cliente”.

“Acreditamos que com o alívio do distanciamento social e considerando as medidas de política monetária adotadas pelo Banco Central, será possível manter a situação de liquidez do mercado”, destaca o executivo. “Ao adicionarmos as medidas do governo, de natureza fiscal e trabalhista, o sistema de consórcio deverá recuperar paulatinamente seus níveis de vendas”.


Foto: Divulgação/Scania

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Publicado por
Redação AutoIndústria

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