Empresa

Toyota demite via PDV, mas mostra otimismo quanto a 2021

Rafael Chang aposta em crescimento de 25% do mercado brasileiro e de mais de 38% nas vendas da marca

Após o lançamento da nova Hylux em evento virtual, o presidente da Toyota do Brasil atendeu um grupo de jornalistas para falar das expectativas com relação ao modelo, ao mercado brasileiro e ao próprio desempenho da marca em 2021.

O executivo confirmou corte de 10% do efetivo da empresa a partir de PDVs, Progama de Demissão Voluntária, abertos na fábrica de Indaiatuba, SP, e na área administrativa, com a dispensa de 600 empregados (cerca de 300 em cada caso) dos 6 mil de todas as operações da empresa no Brasil.

Foi certamente um dado negativo dentro da pandemia que assolou o mundo este ano, mas Chang disse que a pandemia trouxe muito aprendizado: “Acertamos nossos custos e nos tornamos muito mais eficentes este ano”.

Ao comentar sobre a recuperação do mercado brasileiro e de outros países da região em níveis bem mais acelerados do que os previstos inicialmente, o presidente da Toyota previu a venda de 2,5 de automóveis e comerciais leves no País em 2021, o que representaria crescimento de 25% sobre a estimativa de 2 milhões para este ano.

LEIA MAIS

Nova Hilux diesel: 14% mais potente e 4% mais econômica.

E projeta um desempenho ainda melhor para a marca, que deve encerrar 2020 com 130 mil emplacamentos e quer chegar a 180 mil no ano que vem, com alta de 38,5%. Chang acredita que já em 2021 a empresa voltará a operar a plena capacidade tanto no Brasil – 170 mil unidades nas fábrica de Indaituba e Sorocaba, SP, assim como na de Zárate, na Argentina, onde a capacidade da picape Hilux, que tem 44% da produção destinada ao mercado brasileiro, é de 140 mil unidades.

Comentou que a empresa está retomando níveis de exportação pré-pandemia e disse que em função da desvalorização do real vem buscando aumento o índice de localização de autopeças. Também garantiu que o investimento de R$ 1 bilhão na fábrica de Sorocaba não sofreu qualquer impacto, confirmando um novo produto (como se sabe, um SUV) para o ano que vem.

Operando atualmente em dois turnos no Brasil, Chang avalia que só mesmo uma segunda onda da Covid-19 pode atrapalhar as projeções de crescimento do País e do mercado para 2021. “Espero que não ocorra aqui como está acontecendo na Europa. Se ela vier, as previsões mudam”.

Comentou ainda sobre veículos eletrificados, mas disse que por enquanto não está definida a produção de motores híbridos no Brasil. “Essa decisão depende de volume”, explicou. Também admitiu que há planos de uma versão eletrificada para a Hilux – elétrica ou híbrida -, mas garantiu que não há definições nesse sentido por enquanto.


Foto: Diovulgação/Toyota

 

 

 

 

 

Compartilhar
Publicado por
Alzira Rodrigues

Notícias recentes

Brasil passa a quinto maior mercado mundial de veículos chineses

Embarques ultrapassaram 322 mil unidades no ano passado

% dias atrás

Em Sorocaba, Toyota inicia produção em série do Yaris Cross

Já em pré-venda, novo SUV compacto chega nas concessionárias em fevereiro

% dias atrás

Importações de autopeças atingem maior valor no pós-pandemia

Compras na China cresceram 15% e foram decisivas para o déficit de US$ 15 bilhões…

% dias atrás

Daimler começará a fabricar caminhão a célula de hidrogênio este ano

Cavalo-mecânico utiliza combustível líquido e pode rodar mais de 1 mil km com um único…

% dias atrás

Volvo registra recorde nas vendas de caminhões seminovos em 2025

Fabricante garante procedência e para veículos da marca oferece serviços de conectividade

% dias atrás

VWCO tem na Argentina o seu maior mercado fora do Brasil

No ano passado, a fabricante registrou crescimento de 12% nas vendas

% dias atrás