Até houve aumento em março com relação a fevereiro, mas no trimestre o setor amarga queda de 23,4%

Omercado de automóveis e comerciais leves segue desacelerado neste ano. Até houve reação no comparativo mensal, mas o total de 135,6 mil emplacamentos de março representou recuo de 18,6% sobre o mesmo mês de 2021, consolidando uma queda no primeiro trimestre de 23,4% frente a idêntico período do ano passado.
O desempenho de março foi o melhor deste ano, com alta de 12,1% sobre fevereiro (123.554). Mas esse é um movimento normal para o período, pois os dois primeiros meses tradicionalmente são mais fracos. Se forem consideradas as vendas diárias, verifica-se queda de 23,4% em março deste ano – apenas 6.072 unidades – contra o mesmo mês do ano passado (7.932).
Segundo informações da Agência AutoInforme, foi a pior venda diárias em 20 meses e o pior março dos últimos 18 anos. Fenabrave e Anfavea só vão comentar oficialmente os números do mês e do trimestre na semana que vem. Mas as duas entidades já vinham alertando para o risco de o mercado se manter desacelerado por causa da alta dos juros e também de inadimplência, que acaba inibindo as vendas.
Apesar de ainda perdurar gargalos na produção por causa da falta de semicondutores – a Volkswagen, por exemplo, retoma o segundo turno na planta de Taubaté, SP, só na próxima semana – já dá para perceber que o consumidor tem fugido das lojas pelas campanhas de varejo que as montadoras iniciaram em março.
Após dois anos de pandemia, com as propagandas concentradas em temas institucionais, a algumas marcas, como a Nissan, já estão anunciando taxa de juros zero, um sinal claro de que o mercado realmente desaqueceu. As cinco marcas mais vendidas no mês passado e também no trimestre foram Fiat, General Motors, Toyota, Hyundai e Volkswagen.
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