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XCMG inicia estudos para produção de caminhões elétricos no País

Parte do investimento anunciado de R$ 270 milhões cria centro de pesquisa e desenvolvimento na fábrica de Pouso Alegre

A XCMG começa a colocar no papel projeto de localizar a produção de caminhões elétricos na fábrica de máquinas que opera em Pouso Alegre (MG). Ao menos é o que revela Tian Dong, vice-presidente da companhia no Brasil.

De acordo com o executivo, investimento de R$ 270 milhões anunciado em novembro do ano passado para ampliação industrial da operação mineira, um terço do valor tem como propósito constituir uma área de pesquisa e desenvolvimento na fábrica, o primeiro passo do projeto.

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“Viabilizar a produção exige construir uma cadeia de fornecedores, seja pelos que já estão aqui como também atrair novos para daí formalizar um polo industrial. O centro contribui para isso e acelera nacionalização de tecnologia e componentes.”

Dong adianta que, inicialmente, há a possibilidade de operação por meio de CDK ou SKD enquanto produção efetiva não ocorre. A alternativa faz sentido em vista aos planos da empresa de ampliar a oferta de caminhões elétricos em pouco tempo.

Planos de aumentar a oferta de caminhões elétricos

No atual portfólio para a região, constam cavalo-mecânico rodoviário 6×4, caminhão rígido 8×4 e modelo fora de estrada para atender a mineração. Mas a ideia é oferecer linha completa de caminhões elétricos, desde os leves aos pesados, como exemplar em teste em operação madeireira com capacidade para 80 toneladas que, diz a empresa, já está homologado. As novidades da XCMG serão reveladas na Fenatran 2024, em novembro.

A outra parte do investimento dá apoio à expansão industrial de fábrica de Pouso Alegre. Focada na produção de máquinas, em especial, da chamada linha amarela, a unidade tem capacidade para produzir de 40 a 50 máquinas/dia. Nas atividades puramente de montagem, por CDK ou SKD, o ritmo pode alcançar até 1 mil unidades/mês.

As máquinas que saem da fábrica mineira, ao ritmo de 50 a 60 despachos ao dia, atendem 12 segmentos com 72 versões de modelos. Escavadeiras, motoniveladoras, rolos compressores e empilhadeiras são apenas alguns exemplos do amplo portfólio.

O aporte aumentará o fôlego no chão de fábrica com a geração de mais 300 empregos. O quadro atual é de 1,1 mil funcionários.


Foto: Décio Costa

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Décio Costa

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