Empresa

Grupo Caoa quer ter marca e veículos próprios

Projeto de montadora nacional prevê produção na fábrica de Anápolis

O Grupo Caoa quer ter marca própria e se transformar em montadora integralmente nacional, com marca e produtos próprios. O ambicioso plano foi revelado nesta segunda-feira, 26, pelo próprio CEO do Grupo Caoa, Carlos Alberto de Oliveira Andrade Filho, durante apresentação do Tiggo 7 Sport, SUV médio Caoa Chery que tem o agressivo preço de R$ 135 mil.

O projeto implicaria em desenvolvimento próprio de veículos, assim como a manufatura dos futuros produtos Caoa, que ficaria a cargo da fábrica de Anápolis, GO, pertencente ao grupo brasileiro e onde são produzidos atualmente modelos originários das chinesa Chery e também da coreana Hyundai.

De acordo com o executivo, muita negociação está na mesa, mas o projeto já se encontra em andamento. “É uma evolução natural da empresa. Mas um investimento alto que não dá margens para erros”, diz o executivo, que, na prática, está seguindo os desejos do pai, Carlos Alberto de Oliveira Andrade, o Doutor Caoa, fundador do grupo, que nunca escondeu o desejo de ter suas próprias marca e montadora.

Caoa Filho não dá muito mais detalhes do projeto, alegando as negociações em curso. Mas não descartou abertura de capital para angariar o fôlego financeiro necessário para ele e admitiu a instalação de linha de prensas na fábrica goiana.

De qualquer forma, a empresa já tem seu corpo de engenheiros com cerca de uma centena de profissionais e que já respondeu, por exemplo, pelo desenvolvimento local do caminhão leve HD80, veículo originário da Hyundai.

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Apesar da disposição de ter uma montadora integralmente nacional, o Grupo Caoa não parece disposto a abrir mão tão cedo da parceria com a Chery. Tanto que Caoa Filho anunciou a montagem local do Tiggo 8 plug-in em Anápolis no segundo semestre.

A marca própria, portanto, seria uma nova divisão da empresa, que, além da montagem de veículos Hyundai e Chery, tem dezenas de concessionárias de várias marcas.

“Desenvolver um veículo leva pelo menos de dois a três anos e envolve, no mínimo,R$ 1 bilhão”, pondera o executivo, que diz também que anunciará brevemente um novo investimento exclusivo do grupo que dirige.


Foto: Divulgação

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Publicado por
Décio Costa

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