Mercado

“Momento é de cautela”, diz presidente da Anfavea sobre chineses

"Não queremos guerra com importados, mas não podemos colocar os investimentos locais em risco"

O crescimento da venda de carros importados, principalmente vindos da China, segue preocupando o setor automotivo nacional.

“O momento é de cautela”, admitiu o presidente da Anfavea, Márcio de Lima Leite, ao revelar que dos 159,3 mil veículos importados este ano, o que representou alta de 37,8% sobre 2023, 42,8 mil vieram do país asiático.

É um número similar ao aumento do segmento, visto que em 2023 foram emplacados 155,6 mil importados, 43,7 mil a menos do que em 2024.

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As compras na China evoluíram expressivos 510%, de 7 mil para as 42,8 mil unidades. Só a Argentina vende mais carros por aqui, 72,1 mil em cinco meses. O terceiro país nesse ranking é o México, com 17,8 mil unidades.

Tais números levaram ao questionamento se a alíquota de importação de 35% é suficiente para barrar os chineses. Lima Leite lembrou que o Imposto de Importação está subindo gradualmente até chegar a esse índice em 2026. Passa a ser de 18% em julho, depois sobe para 25% e 35% nos anos seguintes.

“Não queremos guerra com os importados, por isso dizemos que temos de avaliar o atual momento com cautela. Mas não podemos colocar nossos investimentos em risco e, por isso, seguiremos acompanhando esse movimento de alta da venda de carros chineses no Brasil”, explicou o presidente da Anfavea.

Sobre a alíquota de importação, ele disse que, por enquanto, não há qualquer proposta na mesa. De qualquer forma, Lima Leite admitiu que a entidade poderá rever as projeções de produção no mês que vem em função das chuvas no Sul e também do aumento das importações e queda das exportações.

No acumulado deste ano, foram vendidos 930 mil veículos no mercado brasileiro, crescimento de 15,7% sobre os primeiros cinco meses de 2023. Desse total, os importados participaram com 17,1% (esse índice ficou em 15,2% no ano passado). A venda de carros nacionais cresceu apenas 11,1%, de 693,4 mil para 770,3 mil unidades.

O aumento dos importados tem reflexo direto na alta da vendas de eletrificados, incluindo os modelos 100% elétricos e os híbridos. Os carros chineses são os de maior volume com essas novas tecnologias. Além da BYD e GWM, estão desembarcando no Brasil a também chinesa Neta e a Foton promete lançar a picape Tunland por aqui.


Foto: Divulgação/Anfavea

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Alzira Rodrigues

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