Indústria

MDIC avalia programa de exportação com Anfavea e Sindipeças

No Simea, Margarete Gandini revela início de conversas visando ampliar negócios externos do setor automotivo

O MDIC, Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviço, iniciou conversas com a Anfavea, o Sindipeças e também os metalúrgicos das montadoras e fornecedores para avaliar a criação de um programa de exportação para o setor automotivo.

A informação foi divulgada pela diretora do Departamento de Desenvolvimento da Indústria de Alta-Média Complexidade Tecnológica do MDIC, Margarete Gandini, durante o painel “Mobilidade verde – rumo a um futuro sustentável”, realizado na manhã desta quinta-feira, 22, no Simea 2024, promovido pela AEA, Associação Brasileira da Engenharia Automotiva.

LEIA MAIS

Simea 2024: Mover eleva setor automotivo brasileiro a novo patamar.

Autopeças investirão R$ 50 bilhões até 2028

“Precisamos olhar mais para a América Latina”, comentou a representante do MDIC, mostrando-se inconformada com algumas marcas com operações no Brasil abastecerem países próximos com produtos vindos de outros continentes. “Somos superavitários nas balanças comerciais com México e Estados Unidos. Temos, portanto, condições de exportar mais”.

Em quadro totalmente atípico, o setor automotivo está importando mais do que exportando este ano. A Anfavea inclusive está questionando a alíquota reduzida de importação de modelos eletrificados, que tem gerado alta acima de 400% nas compras de carros produzidos na China.

Sobre mais detalhes do programa de exportação em estudo, Margarete disse que as conversas ainda são iniciais. Garantiu, contudo, que não só abrange montadoras e fornecedores, como também os trabalhadores da cadeia automotiva.

Durante o painel, ela voltou a comentar que o Brasil pode ser líder global na descarbonização da mobilidade e logística, apresentando as evoluções obtidas na indústria brasileira a partir do InovarAuto e do Rota 2030 e detalhando, na sequência, as propostas mais relevantes do programa atual, o Mover.

“A partir de 2026 teremos o registro de emissões nas fábricas, sendo o automotivo o primeiro setor a ter tal avaliação no Brasil. Entre outros diferenciais do Mover, destaco a concessão de incentivos com foco em P&D e a reciclagem do veículos ao término de sua vida útil”, disse Margarete no debate do Simea, que encerra-se nesta quinta-feira, no Novotel São Paulo Center Norte.


 

Compartilhar
Publicado por
Alzira Rodrigues

Notícias recentes

Consumidores ainda precisam “descobrir” o Renault Boreal

Enxurrada de lançamentos pulveriza vendas de SUVs médios

% dias atrás

Ford integra operações de veículos comerciais na América Latina

Guilherme Lastro revela união das atividades do Brasil e Argentina com o México

% dias atrás

Alex Pacheco assume nova função na Clarios

Executivo é agora responsável pela recém-criada vice‑presidência de Crescimento do Negócio na América do Sul.

% dias atrás

VWCO amplia testes com caminhão a biometano

Parceria com Loga avalia modelo Constellation em operação de coleta de resíduos

% dias atrás

Com novo modelo de parceria, Porto Serviço planeja dobrar rede de atendimento

Expectativa é dispor de 500 centros automotivos e maior cobertura geográfica até o fim da…

% dias atrás

Exportação de autopeças para EUA e Argentina em queda livre

No bimestre, segundo o Sindipeças, as vendas para os dois países desaceleraram 27.5% e 32,6%,…

% dias atrás