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Importados seguem com participação marginal na Hyundai

Há um ano a montadora assumiu as importações de seus veículos, direito do Grupo Caoa por mais de duas décadas

Em março completará um ano  que a Hyundai do Brasil assumiu as importações de seus veículos, operação que historicamente coube ao Grupo Caoa. A expectativa de que a marca passasse a dispor de um linha de produtos bem mais diversificada, entretanto, ainda se concretizou.

A Hyundai tem em sua linha de veículos para o mercado externo oito modelo, mas somente dois importados: o elétrico Ionic 5 e o grandalhão de oito lugares Palisade a combustão. A terceira opção vinda da Coreia do Sul chegará em abril. Na verdade, trata-se do retorno do SUV compacto híbrido Kona, vendido aqui entre 2023 e 2024, mas agora em sua segunda geração mundial.

Kona híbrido: terceira opção importada chega em abril.

 

Sem preços ainda revelados para as duas versões de acabamento Ultimate e Signature — ambas com powertrain que reúne motor 1.6 a gasolina combinado com outro elétrico alimentado por bateria de íons de lítio e que entrega 141 cv — será, com certeza, a porta de entrada dos importados da marca.

Por conta disso, também deve, a depender dos preços e da estratégia da Hyundai, alavancar as vendas de importados. O que não chegará a ser uma surpresa mesmo. Afinal, desde 2012, quando começou a fabricar HB20 e HB20S em Piracicaba, SP, e posteriormente o SUV Creta, produtos trazidos de fora tiveram participação marginal nos licenciamentos com o logo da Hyundai.

Se até 2011 veículos como I30, Elantra, Sonata e Vera Cruz dominavam os emplacamentos — mesmo depois do início, em 2010, da produção do SUV Tucson na planta da Caoa em Anápolis, GO — a partir daí, naturalmente, a penetração começou a declinar.

Já em 2014, quando estabeleceu seu recorde histórico de vendas e que persiste até hoje, a marca Hyundai teve 237,2 mil veículos emplacados no mercado interno. Desses, 222 mil já eram nacionais, considerando unidades montadas em Piracicaba e pela parceira Caoa em Goiás.

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Os índices de participação de importados só declinaram daí para frente, chegando próximos de zero de 2018 a 2021. Não cresceram quase nada depois disso também. Em 2022, os carros importados representaram somente pouco mais de 1 mil dos 187,8 mil Hyundai licenciados, número semelhante alcançado também no ano seguinte.

Em 2024, mesmo com a passagem de bastão das importações da Caoa para a própria Hyundai, o volume de importados variou apenas ligeiramente. Em números arredondados, foram negociadas menos de 2,5 mil unidades trazidas de fora, contra aproximadamente 204,5 mil nacionais.

Em tempos de franca ascensão das vendas de veículos fabricados além das fronteiras brasileiras, inclusive trazidos dos países vizinhos de Mercosul, a Hyundai segue como uma das marcas de grandes volumes cujas vendas menos dependem dos embarques para cá.


Foto: Divulgação

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Publicado por
George Guimarães
Tags: HyundaiKona

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