Carrocerias sobre chassi garantem resultado estável no mercado de implementos rodoviários e Fenabrave revisa projeção

A demanda por reboques e semirreboques mostra sinais de enfraquecimento ao fim do primeiro trimestre de 2025. Os 18.414 emplacamentos registrados no período representaram queda de 16,74% em relação ao anotado há um ano, quando acumulava 22.129 unidades.
De acordo com avaliação da Anfir, o resultado reflete a alta dos juros e a restrição no crédito para o transportador. “As duas linhas de maior volume comercializadas, Basculante e Graneleiro/Carga seca, apresentaram quedas elevadas o que nos preocupa por serem produtos de ampla aplicação no mercado logístico”, resume em nota José Carlos Spricigo, presidente da associação.
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Os produtos mencionados pelo dirigente registraram, respectivamente, recuos de 39,4%, com 3.087 licenciamentos, e de 40,6%, ao acumular 3.356 implementos do tipo.
O arrefecimento nas vendas de implementos rodoviários emplacáveis fez também a Fenabrave revisar as projeções do segmento para 2025. Se antes estimativa um crescimento 5%, com volume em torno de 93 mil unidades, no encerramento do primeiro trimestre, projeta empate com o desempenho de 2024, quando acumulou 88.661 unidades.
“Empresas estão trocando caminhões e adiando compra de implementos. Os caminhões euro 6 são muito mais econômicos e, por isso, há um movimento de renovação de frota pelas transportadoras”, observou Arcelio Junior, presidente da Fenabrave, durante apresentação dos resultados do mercado, na quinta-feira, 3.
Em movimento oposto aos negócios de reboques e semirreboques, o segmento de carrocerias sobre chassi segue em recuperação. Nos três primeiros meses do ano, as entregam somaram 17.305 unidades, alta de 24,5% sobre os 13.903 produtos negociados um ano atrás.
Foi o crescimento nas vendas de carrocerias sobre chassi que permitiu anotar um resultado que representa estabilidade do mercado total. No primeiro trimestre, o transportador absorveu 35.729 implementos rodoviários, leve recuo de 0,84% em relação aos três primeiros meses do ano passado, quando registrava 36.032 unidades negociadas.
Foto: Divulgação Librelato
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