Empresa

Justiça determina indenização para ex-trabalhadores da Caoa Chery

Verba contempla 52 funcionários demitidos em 2020. A fábrica foi fechada em 2022 e, ao contrário do prometido, até hoje não reabriu.

O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e região divulgou nesta segunda-feira, 28, decisão da 1ª Vara do Trabalho de Jacareí de determinar pagamento de indenização de R$ 318 mil para 52 ex-trabalhadores da fábrica da Caoa Chery no município do interior paulista.

A entidade sindical informou que não cabe recurso à decisão que se refere à ação judicial movida em 2020 reivindicando que a Caoa Chery pagasse um salário a mais e a projeção do aviso prévio para funcionários demitidos. Ao todo são R$ 318 mil para os 52 envolvidos.

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“Essa foi mais uma vitória do sindicato sobre uma empresa que tenta desrespeitar os direitos dos trabalhadores”, afirma o presidente do sindicato, Weller Gonçalves, ao convocar os trabalhadores contemplados para assembleia nesta quarta-feira, 30, na sede da entidade: “Cada pessoa pode escolher o melhor horário para participar: às 10h ou às 17h”.

O pagamento de um salário extra foi reivindicado em função de as dispensas terem ocorrido em julho de 2020 com o aviso prévio se estendendo até agosto, ou seja, um mês antes da data-base, que é 1º de setembro. Nesse caso, a legislação brasileira determina a pleiteada indenização.

No dia da assembleia, os 52 trabalhadores listados no processo devem comparecer ao sindicato com documentos pessoais e cópia da carteira de trabalho (páginas com a foto, verso da foto e registro na Caoa Chery). Em caso de carteira digital, é preciso imprimir essas informações.

As demissões ocorridas em meados de 2020 atingiram trabalhadores que estavam regime de layoff desde março. O quadro, na época, representava a parcela de 10% considerada excedente pela montadora diante da baixa demanda do mercado.

Quase dois anos depois, em maio de 2022, a fábrica do interior paulista, que havia sido inaugurada em 2014, foi fechada. Na ocasião, foi informado que o objetivo era o de modernizar e adequar a linha para produzir elétricos e híbridos a partir de 2024, o que até hoje não aconteceu.

E tampouco há previsão com relação à sua retomada, havendo inclusive notícias sobre venda das instalações.


Foto: Divulgação/Sindicato dos Metalúrgicos de SJC

 

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Publicado por
Alzira Rodrigues

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