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Com Titano e outra picape, Stellantis fará da Argentina hub de exportação

Montadora assegura que novos projetos não terão impacto na produção de picapes no Brasil

Segundo maior polo produtor da empresa na América do Sul, a Stellantis Argentina será gradativamente transformada em um hub de picapes para a América do Sul e até outras regiões. O primeiro movimento nesse sentido foi o início de produção, este mês, da Fiat Titano na fábrica de Córdoba.

A picape média foi fabricada até o fim de 2024 na planta da Nordex, tradicional empresa uruguaia da qual a Stellantis tem 49% de participação e que seguirá produzindo utilitários do grupo, com os Fiat Scudo, Peugeot Expert e Citroën Jumpy.

A mudança de país permitirá à Stellantis maior capacidade de produção da Titano, cujo principal mercado de destino, além da própria Argentina, é o Brasil — desde que foi lançada, em março de 2024, já foram vendidas 9,3 mil unidades aqui e Córdoba poderá fabricar até 45 mil unidades por ano.

Córdoba: novo motor e mais 1,8 mil funcionários.

Emanuele Cappellano, CEO da montadora na América Latina, entende que, além da estrutura produtiva disponível e que está sendo modernizada, o país vizinho tem cultura de produção de picapes, mercado, fornecedores, mão de obra e recursos técnicos que permitirão a ampliação da oferta de produtos do segmento em mais mercados.

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Tanto que nesta terça-feira, 13, em entrevista coletiva online da Argentina, o executivo antecipou que uma segunda picape será fabricada lá. Mas alertou que não se trata de veículo já em linha na região. “O Brasil continuará produzindo as Fiat Strada e Toro, além da RAM Rampage”, fez questão de enfatizar.

A Titano será lançada no Brasil nos próximos dias e, também frisa Cappellano, compõe projeto que envolve a fabricação de uma nova família de veículos no país vizinho e melhorias produtivas das plantas locais — a empresa também tem a fábrica de El Palomar, base de fabricação de modelos Peugeot —, avanços que consumirão R$ 2 bilhões em um ciclo de cinco anos até 2030.

Somente a chegada da Titano exigirá a contratação de 1,8 mil funcionários, perto de 1 mil até o fim do ano e o restante em 2026. Isso porque a versão argentina, que recebeu melhorias nas suspensões e eletrônica, conta com o novo motor MultiJet 2.2, ainda importado da Itália, mas que será fabricado localmente a partir do ano que vem.


Foto: Divulgação

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Publicado por
George Guimarães

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