Empresa

Nissan Motor define plano de recuperação

Re:Nissan prevê redução de 20 mil postos de trabalho e corte de 500 bilhões de ienes nos custos

Decidida a retomar rentabilidade e lucratividade, a Nissan anunciou um amplo de recuperação na terça-feira, 13. O Re:Nissan reavalia metas e, de acordo com a fabricante, permitirá estabelecer um negócio mais enxuto e resiliente.

Dentre as ações, a empresa pretende reduzir a força global de trabalho em 20 mil funcionários em todas as áreas entre os anos fiscais de 2024 e 2027. Também prevê economizar 500 bilhões de ienes nos custos em relação ao contabilizado no ano fiscal de 2024, além de cortar outros 250 bilhões de ienes nos custos variáveis. A Nissan espera que as economias garantam lucratividade operacional e o fluxo de caixa livre até o ano fiscal de 2026.

O Re:Nissan também prevê reestruturação da base fabril, na qual a empresa reduzirá de 17 para 10 fábricas a produção de veículos até o ano fiscal de 2027, o que inclui o cancelamento de uma fábrica de baterias em Kyushu. Ao mesmo tempo, repensará a cadeia de suprimentos com o objetivo de garantir mais volume para menos fornecedores.

Com o novo direcionamento, a Nissan espera reduzir a complexidade de peças em 70%, bem como o número de plataformas de 13 para 7 até o ano fiscal 2035. O objetivo também é de abreviar prazos de desenvolvimentos em processo que não deve ultrapassar 37 meses até o lançamento.

LEIA MAIS

→Nissan se prepara para ampliar produção em pelo menos 15%

→Com novo Kicks, Nissan tem 400 novos funcionários e mais quatro fornecedores em Resende

→Nissan encerrará produção na Argentina

→Ivan Espinosa substituirá Makoto Uchida como CEO da Nissan

O plano ainda redefine abordagem regionais de mercado para uma atuação global mais assertiva e com modelos desejados pelo consumidor local, tendo como mercados-chave os Estados Unidos, Japão, China, Europa, Oriente Médio e México.

Nos EUA, empresa entende que é preciso atender segmentos em rápida expansão, como os híbridos. No Japão, a estratégia será ampliar a oferta de modelos. Na China, o foco será veículos eletrificados. Na Europa, reforço nos SUVs dos segmentos B e C. No Oriente Médio, a empresa se concentrará em SUVs grandes. Por fim, o México seguirá base de exportação.

“Diante do desempenho desafiador do ano fiscal de 2024 e do aumento dos custos variáveis, agravados por um ambiente incerto, devemos priorizar o autoaperfeiçoamento com maior urgência e rapidez, visando uma lucratividade que dependa menos do volume”, resume em nota Ivan Espinosa, presidente e CEO da Nissan.

“Estamos adotando uma abordagem prudente para reavaliar nossas metas e buscar ativamente todas as oportunidades possíveis para implementar e garantir uma recuperação robusta. O Re:Nissan é um plano de recuperação baseado em ações que descreve claramente o que precisamos fazer agora.”


Foto: Divulgação Nissan

Compartilhar
Publicado por
Redação AutoIndústria

Notícias recentes

Brasil passa a quinto maior mercado mundial de veículos chineses

Embarques ultrapassaram 322 mil unidades no ano passado

% dias atrás

Em Sorocaba, Toyota inicia produção em série do Yaris Cross

Já em pré-venda, novo SUV compacto chega nas concessionárias em fevereiro

% dias atrás

Importações de autopeças atingem maior valor no pós-pandemia

Compras na China cresceram 15% e foram decisivas para o déficit de US$ 15 bilhões…

% dias atrás

Daimler começará a fabricar caminhão a célula de hidrogênio este ano

Cavalo-mecânico utiliza combustível líquido e pode rodar mais de 1 mil km com um único…

% dias atrás

Volvo registra recorde nas vendas de caminhões seminovos em 2025

Fabricante garante procedência e para veículos da marca oferece serviços de conectividade

% dias atrás

VWCO tem na Argentina o seu maior mercado fora do Brasil

No ano passado, a fabricante registrou crescimento de 12% nas vendas

% dias atrás