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ZF entrega softwares de transmissão personalizados

Para uma única caixa, a sistemista é capaz de programar diferentes calibrações de acordo com aplicação e características do veículo

Um caminhão que atravessa o País por diferentes pavimentos e topografias. O ônibus urbano que enfrenta o para-e-anda constante do trânsito e, a depender da cidade, aclives e declives acentuados. Independentemente das variadas condições, o transportador espera eficiência e, daí, calibração assertiva no trem de força, em especial na transmissão. No Brasil, a ZF é considerada referência global na capacidade de personalizar ajustes nas caixas de câmbio.

“É resultado de trabalho de longa data, expertise adquirida durante o tempo com a evolução das transmissões e características próprias da região. Tornamo-nos centro de, o que nos dá vantagem competitiva”, conta Silvio Furtado, vice-presidente de Soluções para Veículos Comerciais e Tecnologia Industrial da ZF América do Sul. “Não dependemos de ninguém da Alemanha para o que fazemos aqui junto às montadoras.”

Ao longo do desenvolvimento junto a montadora, a engenharia da ZF cria as inteligências para as diversas transmissões que dispõe, de acordo com o modelo, aplicação e solicitações da fabricante. “O software é como se fosse uma peça, também recebe um part number. Com isso, sabemos exatamente para qual transmissão, veículo e montadora receberão determinado programa”, observa Furtado.

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De maneira de simplista, além do hardware, a ZF também entrega uma coleção de softwares. Na linha de montagem, a fabricante do veículo tem à disposição uma paleta de possibilidades para calibrar a transmissão conforme às tarefas a que se destinam os veículos. “As exigências de uma aplicação canavieira, por exemplo, são diferentes das rodoviárias de longas distâncias. As calibrações para cada uma delas tem características próprias. O fabricante pode dispor de uma única oferta de transmissão, como diferentes softwares.”

São os programas carregados nas caixas de transmissão que permitem inteligências ao veículo, por exemplo, assistentes de partida em rampa, previsibilidade da topografia à frente para determinar a marcha mais adequada para enfrentar o trecho e ecoroll, o ponto morto inteligente. “As diversas calibrações permitem ao fabricante, conforme necessidade do cliente, privilegiar conforto, desempenho ou consumo”, resume o executivo.

Furtado lembra ainda que não só o fabricante é beneficiado com as capacidades de ajustes oferecidas pela ZF. O cliente final também. “Não é raro as empresas de ônibus solicitaram serviço com veículos equipados com caixa automática aplicados em operações urbanas a fim de otimizar consumo.”


Foto: Divulgação ZF

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Décio Costa

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