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Viação Santa Cruz e Scania colocam ônibus rodoviário a gás para rodar

Teste em linha regular entre São Paulo e Campinas pretende avaliar a viabilidade técnica e econômica

A Scania reforça a defesa do gás como um combustível de transição energética no País com início de teste, em parceria com a Viação Santa Cruz, de ônibus rodoviário. Com apoio da concessionária Casa Scania WLM Quinta Roda e a Comgás, as empresas verificarão se faz sentido levar a alternativa para o transporte de passageiros nas estradas.

O projeto começa pela linha São Paulo-Campinas, com abastecimento em posto de serviço localizado em ponto estratégico da rota. Inicialmente, serão 90 dias de avaliações, podendo ser prorrogado. Em uma segunda etapa, caso a viabilidade se mostre pertinente, se vislumbra fornecimento de combustível direto na empresa de ônibus.

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A Scania entende ser um momento importante, afinal, a marca já conta com a experiência bem-sucedida de uma frota de 1,5 mil caminhões a gás em circulação no País desde o início da oferta na Fenatran de 2019, negócio que também começou de maneira paulatina com testes em clientes.

“Começamos a falar internamente de ônibus a gás por volta de 2013, ainda como um projeto de futuro. Ao longo do tempo, muitos testes e demonstrações, porque para acontecer é preciso o trabalho com o cliente”, resume Alex Nucci, diretor de Vendas de Soluções da Scania.

A primeira venda da fabricante de ônibus a gás ocorreu em 2021, modelo destinado a fretamento a serviço da Turis Silva para a Gerdau. Nucci, no entanto, lembra que este ano, toda a frota de chassi a gás da marca, majoritariamente urbana, deverá chegar a 150 unidades.

A Scania não tem dúvida de que a eletrificação será o futuro do transporte. Porém, há um caminho longo a percorrer ao considerar a deficiência da infraestrutura e, em especial o Brasil, as distâncias continentais.

“Não há apenas uma solução para o País e devemos respeitar as vocações regionais. Temos farta opções de combustíveis alternativos renováveis. No caso do gás, é grande o potencial do uso biometano. Para o frotista ainda não exige grandes mudanças, a operação é similar ao do diesel”, observa Gustavo Cecchetto, gerente de Vendas de Soluções de Mobilidade.

O chassi escolhido para os testes com a Viação Santa Cruz é o K340, modelo com motor Otto de 340 cv e 1.600 Nm de torque associado a caixa com 11 marchas. Encarroçado pela Marcopolo, o veículo recebeu seis cilindros com capacidade para 120 litros cada. A autonomia alcança 450 quilômetros.


Foto: Divulgação Scania

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Décio Costa

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