Mercado

Com novo Kicks, Nissan quer retomar crescimento e participação

Objetivo é ampliar a venda anual de 87 mil para 100 mil unidades

De Itatiba, SP

Após crescer 35% em 2023 sobre 2022 e 21% no ano passado, agora em 2025 a Nissan registra queda de quase 15% nas vendas, com 29,8 mil emplacamentos de janeiro a maio, ante os 34,7 mil do mesmo período do ano passado.

Uma desaceleração considerada natural no mercado automotivo às vésperas da chegada de um novo produto, no caso a segunda geração do Kicks, cuja pré-venda será aberta a partir das 14h desta quarta-feira, 18.

E é grande a expectativa da Nissan com relação ao seu segundo SUV fabricado em Resende, RJ. A geração anterior segue à venda no Brasil, com a denominação Kicks Play.

A empresa quer não apenas recuperar o terreno perdido nesta primeira metade do ano — sua participação baixou de 3,6% para 3,2% —, mas reverter o quadro de queda para crescimento.

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Falando sobre o ano fiscal da montadora, que vai de abril de 2025 a março de 2026, o presidente da Nissan do Brasil, Gonzalo Ibarzábal, estima volume de 100 mil unidades, o que representaria expansão da ordem de 15% sobre o período anterior.

Com relação ao índice de participação, admite que a meta é chegar a 4% no curto prazo e a 7% no futuro. “Acreditamos que o novo Kicks vai ser um sucesso”, comenta o executivo, lembrando que o projeto envolveu dois anos de desenvolvimento.

“Em 2023 anunciamos o investimento de R$ 2,8 bilhões, crescemos nos últimos dois anos e agora estamos aqui para iniciar uma nova fase no mercado brasileiro, com um produto que tem tudo para conquistar o consumidor.”

Para produzi-lo em Resende, RJ, a empresa treinou mais de uma centena de colaboradores no Japão, México, Estados Unidos e Inglaterra. Em um ano, sua produção será elevada de 24 para 32 unidades por hora, o que vai garantir não só maior oferta para o mercado interno mas também para outros países da região.

O novo Kicks será exportado para a Argentina e Paraguai, mas um terceiro SUV a ser fabricado no complexo sul-fluminense terá o Brasil como base de produção e será vendido também no México.


Foto: Divulgação

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Publicado por
Alzira Rodrigues

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