Associação reúne Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein, países que não fazem parte da União Europeia

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, MDIC, Geraldo Alckmin, comemorou nesta quarta-feira, 2, a conclusão das negociações do acordo entre o Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comercio (EFTA), anunciada em Buenos Aires, Argentina, durante a 66ª Cúpula do Mercosul.
“Sob a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, anunciamos a conclusão de mais um acordo que representa uma vitória do diálogo e do multilateralismo, a favor dos interesses comuns entre realidades econômicas distintas. Podemos crescer muito em investimentos recíprocos e no comércio”, afirmou Alckmin.
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O EFTA é uma área de livre comércio formada por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein, países que não fazem parte da União Europeia. Com uma população de 15 milhões de pessoas e um PIB de US$ 1,4 trilhão, os quatro integrantes desse bloco estão entre os maiores PIB per capita do mundo.
Segundo o MDIC, o tratado Mercosul-EFTA prevê compromisso de liberalização tarifária em setores industriais e agrícolas, respeitando as especificidades de cada mercado.
“Os dois blocos se beneficiarão com melhorias no acesso aos mercados para mais de 97% de suas exportações, o que resultará em um aumento do comércio bilateral e em vantagens para empresas e indivíduos. Juntos, Mercosul e EFTA formam um mercado de 290 milhões de consumidores e um PIB, em 2024, de US$ 4,3 trilhões”, destacou o MDIC.
A finalização desses acordos, adicionada ao que foi assinado com Singapura em 2023, aumenta em 2,5 vezes a corrente de comércio brasileira coberta por acordos de livre comércio, um salto de US$ 73,1 bilhões para US$ 184,5 bilhões.
“É um tratado muito abrangente, cobrindo desde comércio de bens e serviços até investimentos, propriedade intelectual e sustentabilidade. Significará mais previsibilidade e segurança jurídica para o nosso comércio”, avalia o ministro, informando que, diante dos avanços obtidos, o Mercosul e EFTA compartilham o compromisso de garantir a assinatura do Acordo de Livre Comércio ainda este ano.
Foto: Divulgação
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