Indústria

Unica e Bionergia reagem à investigação comercial proposta por Trump

Entidades dizem confiar na competência do governo brasileiro em defender os interesses nacionais

A Unica, União da Indústria de Cana-de-Açúcar, e a Bionergia Brasil reagiram ao anúncio do governo dos Estados Unidos sobre a abertura de investigação relacionada às práticas comerciais do Brasil.

As duas entidades emitiram nota para reforçar a confiança no governo brasileiro, “que tem demonstrado firmeza, altivez e competência diplomática na defesa dos interesses nacionais, especialmente em setores estratégicos como os biocombustíveis”.

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“O comércio bilateral entre Brasil e Estados Unidos, historicamente construído sobre bases de respeito mútuo, precisa ser preservado e fortalecido. Nesse contexto, o etanol é exemplo claro de como uma agenda conjunta pode beneficiar economias, pessoas e o clima global”, defendem as entidades no comunicado conjunto.

O texto lembra ser o Brasil referência internacional em mobilidade de baixo carbono: “Programas estruturantes como o RenovaBio, o Combustível do Futuro e o Mover demonstram a coerência entre a política energética nacional e os compromissos assumidos pelo país em fóruns multilaterais e reforçam o comprometimento do setor com o desmatamento zero. A escolha do Brasil como sede da COP30 é um reconhecimento concreto desse protagonismo”.

Dentre outros temas abordados, lembram que o etanol brasileiro, de baixa intensidade de carbono e em conformidade com critérios robustos e auditáveis de sustentabilidade, representa uma das soluções mais eficazes e acessíveis para a descarbonização dos transportes, atendendo às mais rigorosas exigências ambientais e regulatórias nacionais e a padrões globais de certificação.

Com o lançamento dos veículos flex em 2003, a combinação entre o uso de etanol hidratado e a mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina, o país evitou no período a emissão de mais de 730 milhões de toneladas de CO₂ equivalente — volume similar ao das emissões anuais totais da Indonésia, a oitava maior emissora do mundo.


Foto: Divulgação/Case

 

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Redação AutoIndústria

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