Mobilidade

Senatran realiza semana de prevenção a acidentes

Ações terão início em 27 de julho, Dia do Motociclista

Por Mário Curcio

Em razão do Dia do Motociclista, comemorado em 27 de julho, a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) lançará no domingo a 1ª Semana de Prevenção a Sinistros com Motocicletas. A informação foi divulgada em um evento para jornalistas realizado na sede do Departamento de Trânsito de São Paulo (Detran-SP).

A iniciativa promove uma campanha que terá como mote a frase “No trânsito, basta um instante para a vida virar do avesso”. Em Brasília, nos dias 30 e 31, motociclistas poderão participar de um pit stop educativo das 9 às 17 horas no estacionamento Funart.

O motivo da semana de prevenção é o número crescente de acidentes e mortes envolvendo motociclistas. De acordo com dados fornecidos pelo Ministério da Saúde, os óbitos de condutores e passageiros de motocicletas saltaram, em todo o Brasil, de 33% para 46% entre os anos de 2010 e 2023.

No mesmo período, a representatividade das mortes de pedestres recuou de 30% para 19% e a de ocupantes de automóveis, de 28% para 26%. Ainda de acordo com o Ministério da Saúde, as mortes envolveram sobretudo os mais jovens.

Pessoas de 20 a 29 anos responderam por 21,5% do total de óbitos. E aquelas com 30 a 39 anos totalizaram 18,7%. O sexo masculino respondeu por 83% das mortes no trânsito no Brasil.

A diretora de segurança no trânsito da Senatran, Maria Alice Souza, afirma: “Também entre 2010 e 2023, os motociclistas responderam por 57,2% das internações e por 55,2% dos gastos com hospitalização.” As informações são do Datasus e revelam ainda que os custos de internação com motociclistas vítimas de acidentes envolveram R$ 3,7 bilhões.

Outras ações futuras da Senatran com o objetivo de reduzir acidentes terão como meta diminuir a velocidade máxima permitida em centros urbanos. Estudos mostram que essa é uma forma eficiente de reduzir a probabilidade de acidentes e a gravidade dos ferimentos.

“A Organização Mundial de Saúde recomenda que vias urbanas não devem ter velocidade máxima superior a 50 km/h, nem superior a 30 km/h quando há grande concentração de pedestres e ciclistas”, recorda Diego Lemos, coordenador executivo da Bloomberg para segurança viária, que apresentou um estudo no Detran-SP.

Além dos esforços para reduzir a velocidade, a Secretaria Nacional de Trânsito manterá o foco em outros fatores de risco, como a ingestão de bebida alcoólica e não uso do capacete.

Estudo do Detran-SP confirma tendência de alta

Durante o evento, o Detran-SP apresentou o estudo “Análise de Tendência da Sinistralidade em Municípios do Estado de São Paulo”, no qual identifica a tendência de aumento ou redução significativos de óbitos no trânsito, considerando diferentes tipos de via e formas de transporte no período de 2015 a fevereiro de 2025, nos 645 municípios.

No caso das mortes de ocupantes de motocicletas, 47 cidades apresentaram tendência de alta. Entre elas estão a própria capital, Guarulhos, Ribeirão Preto, Piracicaba, São Bernardo do Campo, Araçatuba, Salto, Valinhos, Mogi Guaçu, Limeira, São José dos Campos, Birigui, Tatuí, Taboão da Serra, Embu das Artes e Bragança Paulista.

Somente sete cidades registraram tendência de queda importante em mortes com motociclistas: Itaberá, Euclides da Cunha Paulista, Barão de Antonina, Serra Azul, São Joaquim da Barra, Guatapará e Pereiras.

No caso de mortes de ciclistas, também houve mais municípios registrando forte tendência de alta (11 ao todo) do que queda (3). Em contraste, a análise de mortes de pedestres aponta mais municípios com tendência de queda (30) do que alta (12).

Em óbitos totais, 28 municípios apontaram tendência de alta e outros 28, de queda.


Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

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Redação AutoIndústria

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