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Iochpe-Maxion: forças regionais a tornam gigante global.

Com rodas e componentes estruturais, a empresa opera 33 unidades industriais em 14 países

O tarifaço imposto pelo atual presidente dos Estados Unidos para o mundo certamente preocupa, mas não assombra o holandês Pieter Klinkers, na cadeira de CEO da multinacional brasileira fabricante de rodas e componentes estruturais Iochpe-Maxion desde abril de 2025. A dor de cabeça menos latente está na força regional, ativo que promove flexibilidade para tomada de decisões e ampla presença global.

“Não conheço nenhuma empresa que não esteja sendo afetada pelas tarifas. Temos visão global, mas a produção é para o mercado local. Podemos exportar um pouco aqui ou ali, onde fizer sentido, mas não somos um grande exportador. No mundo de hoje, isso é mais uma vantagem que desvantagem.”

O executivo aponta com que 33 unidades industriais no mundo, a produção pode ser alternada entre as fábricas. “Não precisamos necessariamente construir uma nova em um outro lugar, embora aumentar a atuação no mundo também faça sentido.”

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É justamente movimento de expansão pelo globo que a companhia encaminha atualmente. Klinkers lembra de dois novos projetos. O primeiro no México para aumentar capacidade de produção de componentes estruturais e chassis para veículos comerciais. No caso, a unidade, com previsão de estar concluída em 2026, será para atender principalmente os Estados Unidos.

“Começamos a investir há um ano e meio para estarmos pronto para absorver a retomada do mercado de caminhões, hoje, com a demanda em baixa”, conta e lembra que ainda que seja para exportação, as tarifas não afetam porque os produtos da fabricante feitos México estão em conformidade com o USMCA, acordo de livre-comércio que substituiu o NAFTA.

O segundo empreendimento, previsto para iniciar atividades até o fim de 2025, é na Turquia. A uma nova fábrica será responsável pela produção de rodas de alumínio para caminhões, segmento novo para Iochpe-Maxion. Cada um dos projetos recebe em torno de US$ 80 milhões. “Quando tivermos concluído tudo, o que será bom, abrirá espaço para investir em projetos menores em diferentes regiões.”

Os planos incluem o Brasil, embora Klinkers prefira ainda deixar pormenores sob panos corporativos. O dirigente observa que, na média, o mercado brasileiro cresce mais rápido. “O Brasil é um lugar muito bom para nós, afinal, representa em torno de 25% no nosso resultado global. É um mercado favorável e, baseado nas vendas, precisamos fazer algo. Na infraestrutura existente, vamos oferecer mais capacidade disponível para o nosso cliente.”

Frequentador assíduo de aeroportos pelo mundo, o CEO da Iochpe-Maxion pousou em São Paulo, agora destino rotineiro em sua agenda, para compromisso com investidores, no chamado Investor Day, na terça-feira, 26. Aproveitou para revelar os resultados da empresa do primeiro semestre.

No período, a fabricante anotou crescimento de 8,1% na receita líquida, para R$ 8,04 bilhões ante R$ 7,44 bilhões registrados no mesmo período do ano passado. O EBITDA atingiu R$ 805 milhões, alta de 14,1% e margem de 10%, 0,5% ponto porcentual a mais.


Foto: Divulgação Iochpe-Maxion

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Décio Costa

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