No Congresso Fenabrave, anúncio da abertura de 1.125 revendas em um ano e defesa da Lei Renato Ferrari

Com a chegada das marcas chinesas, a rede de distribuição de veículos no País atingiu recorde de 8.225 concessionárias, um aumento de 15,8% em um ano, período durante o qual foram inauguradas 1.125 lojas, a grande maioria de automóveis e comerciais leves.
Esse dado, assim como a informação sobre os atuais 370 mil empregos diretos no setor, foi divulgado nesta quarta-feira, 27, na abertura do 33º Congresso & Expo Fenabrave, que acontece até quinta-feira, 28, no São Paulo Expo, na capital paulista.
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Além de falar do aumento da rede, o presidente da Fenabrave, Arcelio Junior, informou já serem 58 associações de marcas filiadas à entidade, dentre as quais a mais recente é a de distribuidores da chinesa JAC. Também já se filiaram as redes GWM e BYD.
Sobre o crescimento das vendas dos carros chineses, Arcelio Jr. disse que todas as marcas são bem-vindas. “O que a gente defende é isonomia entre todas as marcas, igualdade nas condições em que elas operam no País. A concorrência é benéfica para todos, principalmente para o consumidor”.
Na abertura do congresso, o executivo destacou a importância da Lei Renato Ferrari, que rege as relações entre as montadoras e os distribuidores e que está para ser julgada no STF, Supremo Tribunal Federal.
Também o presidente da Anfavea, Igor Calvet, presente na cerimônia, defendeu a importância da Lei Renato Ferrari, que não tem sido seguida por todas as marcas entrantes. Por essa lei, as revendas operam em regime de concessão e podem realizar convenções de marca para definir ações específicas de mercado.
Segundo o presidente da Fenabrave, tudo indica “que a justiça vai prevalecer” e que não haverá mudança na Lei Renato Ferrari, de 1979: “É uma lei importante para o setor e necessariamente as novas marcas devem obedecer as regras estabelecidas”.
Esse lei, na avaliação de Arcelio Jr., traz segurança jurídica para o setor automotivo, com a vantagem de ser uma legislação dinamica por contemplar convenções de marca e de categorias econômicas.
Algumas marcas novas, como a BYD, optaram por estabelecer representação comercial ao invés de concessão, mas segundo fontes da Fenabrave já estão havendo mudanças para adequação à legislação vigente.
Foto: Divulgação/Fenabrave
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