Indústria

Tarifaço de Trump já afeta transporte brasileiro de carga

Pesquisa da NTC&Logística indica embarques antecipados ou cancelados pelos clientes, além de risco de recessão

A NTC&Logísfica divulgou nesta segunda-feira, 8, pesquisa sobre os efeitos no setor de transporte de cargas e logística do tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump no último dia 8 de agosto. .

A sobretaxa de 50% sobre vários produtos brasileiros “já provoca efeitos significativos no setor, mostrando um cenário que merece atenção”, revela a entidade.

De acordo com levantamento realizado pelo seu Departamento de Custos Operacionais e Pesquisas Econômicas, 82% das empresas consultadas relataram redução na demanda por fretes relacionados às exportações.

Além disso, 65% informaram que embarques foram antecipados ou cancelados por seus clientes diante da insegurança quanto à efetivação das tarifas. No que tange aos valores praticados, o cenário está dividido: 41% não observaram alterações, enquanto 29% apontaram aumento e outros 29% indicaram redução nos preços dos fretes.

“Lembrando que o TRC é atividade meio, os dados apresentados pela pequisa mostram um cenário que merece atenção”, comenta o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, destacando que a entidade continuará acompanhando a situação de perto, colocando-se à disposição para apoiar as empresas com análises e orientações técnicas, sempre que necessário.

Lauro Valdivia, assessor técnico da associação e responsável pelo estudo, comenta que os impactos já vinham sendo percebidos antes mesmo da vigência do tarifaço:

“Nosso levantamento confirma que os efeitos da nova tarifa começaram a ser percebidos antes mesmo do dia 6 de agosto. Empresas precisaram adaptar suas operações, redirecionar rotas e renegociar contratos com base em um cenário instável. Essa fotografia é essencial para que o setor tome decisões com base em evidências”, avalia.

Segundo a NTC&Logística, o estudo também revela perspectivas pouco otimistas caso as tarifas se mantenham: “Entre as respostas mais frequentes estão insegurança econômica, risco de recessão, necessidade de ajustes operacionais, desemprego e busca por novos mercados fora dos Estados Unidos”, informaram os executivos.


Foto: Divulgação/NTC/Banco de Imagem Canvas

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Publicado por
Redação AutoIndústria

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