Indústria

Montadoras de caminhões triplicam exportações para a Argentina

Foram 11 mil embarques este ano, contra apenas 4 mil de janeiro a agosto de 2024

A retomada do mercado automotivo argentino ao longo deste ano tem beneficiado não só os fabricantes brasileiros de carros e comerciais leves como também os de pesados.

A venda de caminhões para o país vizinho praticamente triplicou este ano, com 11 mil embarques de janeiro a agosto frente a apenas 4 mil no mesmo período de 2024. Com tal desempenho, a Argentina está respondendo agora em 2025 por 45% dos negócios das montadoras de pesados.

No cômputo geral do setor, as vendas para outros países cresceram 55,9% este ano, para 378.249 veículos, conforme revelou o presidente da Anfavea, Igor Calvet, que atribui ao desempenho extremamente positivo das exportações o aumento de 6% na produção de veículos no Brasil (Produção de veículos cresce graças às exportações).

Só em agosto as exportações atingiram 57,1 mil unidades, melhor resultado desde junho de 2018. O volume representou alta de 19,3% sobre julho e de 49,3% sobre o mesmo mês do ano passado. Incluindo leves e pesados, a Argentina responde por 59% dos embarques no ano, índice que em 2024 era de 36%.

Ao revelar que a produção só cresceu nos últimos meses devido à maior presença das associadas no mercado externo, o presidente da Anfavea lembrou que o mercado interno já está em retração no segmento de caminhões e comerciais leves, assim como no varejo de automóveis.

Pelos números da entidade, a exportação tem compensado em parte a desaceleração no mercado de veículos leves, o que já não corre nos caminhões que, em agosto, teve a primeira queda de produção no acumulado do ano (Segmento de caminhões retrata cenário cada vez mais desafiador)

Os comerciais em geral, tanto leves como pesados, são mais afetados pelo juro alto do que os automóveis, embora já haja sinais de que a meta de crescimento de 5% no mercado interno este ano possa não se concretizar por causa da disponiblidade mais limitada de crédito.


Foto: Divulgação/VWCO

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Publicado por
Alzira Rodrigues

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