Indústria

Alta nas importações este ano frustra projeção do Sindipeças

Entidade previa queda, mas compras no exterior crescem 15%, com a China na liderança

Oaumento generalizado das importações, em especial as provenientes da China e do Japão, deixa claro que a meta do Sindipeças de reduzir as compras no exterior este ano dificilmente será atingida.

Ante projeção de queda de 6,8% divulgada em julho, até agosto verifica-se alta de 15,2%, com as importações saltando de US$ 13,7 bilhões para US$ 15,8 bilhões no comparativo dos primeiros oito meses de 2024 e 2025.

Dos 20 países listados pela entidade como os que mais vendem para o Brasil, todos registram expansão até agosto. A China, na liderança, mandou para cá US$ 2,9 bilhões em autopeças, 19,6% a mais do que em idêntico período do ano passado (US$ 2,43 bilhões).

Sua participação está em 18,4%, bem acima da registrada pelos Estados Unidos, o segundo colocado, que embarcaram para o mercado brasileiro US$ 1,42 bilhão, expansão de 12,8% sobre o ano passado e participação de 10,6%.

Na sequência vêm Japão, com fatia de 9% e aumento de 26,1% nas vendas para o Brasil este ano (US$ 1,42 bilhão versus Us$ 1,13 bilhão), Alemanha (US$ 1,4 bilhão versus US$ 1,27 bilhão) e México (US$ 1,17 bilhão versus US$ 991 milhões).

No caso da China, é fácil explicar a alta em 2025, visto que novas marcas do país asiático estão desembarcando por aqui, com necessidade de fazer estoque de peças, além das que vão produzir localmente, caso da GWM, que já está operando em Iracemápolis, SP, e da BYD, que até agora não inaugurou fábrica oficialmente.

A GWM está trazendo peça por peça para anastecer suas linhas no Brasil, com programa de nacionalização gradativa, e a BYD informa operação via SKD, ou seja, apenas montagem no primeiro ano.

Em seu relatório da balança comercial, o Sindipeças destaca a liderança da China no ranking dos maiores importadores, “como aumento de 5,8% nas compras em agosto frente ao mesmo mês de 2024 e expressiva elevação de 19,6% dois oito meses”.

Com exportações de US$ 5,4 bilhões e importações de US$ 15,8 bilhões, o déficit comercial no ano cegou a US$ 10,4 bilhões, alta de 19,3% frente ao mesmo período de 2024.

Importações de autopeças de janeiro a agosto 

País                    US$ 2025                   US$ 2024        Var(%)      Part. (%)       
1 CHINA             2,9 bilhões                 2,43 bilhões          19,6            18,4
2 EUA                  1,67  bilhão                1,48 bilhão            12,8            10,6
3 JAPÃO             1,42 bilhão                 1,13 bilhão             26,1              9,0
4 ALEMANHA   1,40 bilhão                1.,27 bilhão            10,6            8,9
5 MÉXICO           1,17 bilhão                 991 milhões          18,1             7,4


Foto: Divulgação/GAC

Compartilhar
Publicado por
Alzira Rodrigues

Notícias recentes

Importação de carros chineses cresce 61% e a de argentinos cai 30%

Presidente da Anfavea destaca movimento inverso e chama a atenção para estoque de 172 dias…

% dias atrás

Exportações de veículos começam 2026 com o pé no freio

Principal mercado dos produtos brasileiros, Argentina reduziu compras

% dias atrás

Eletrificados têm fatia recorde, mas com maior presença dos nacionais

Participação chegou a 16,8% em janeiro, com 35% das vendas concentradas em híbridos brasileiros

% dias atrás

Produção de caminhões recua 15% em janeiro a espera do impulso do Move Brasil

Programa promete aquecer o ritmo ao registrar R$ 1,3 bilhão em crédito aprovado em apenas…

% dias atrás

Montadoras desaceleram produção neste início de ano

Apesar da inclusão de unidades CKD/SKD, o total de 159,6 mil veículos fabricados é 12%…

% dias atrás

Produção de chassi de ônibus inicia ano em ritmo estável

Segmento aguarda nova licitação para o Caminho da Escola

% dias atrás