Reajuste deste ano é de apenas 4%, abaixo da inflação. Mas em 2026 haverá aumento real de 1%.

Ao contrário do tradicional no setor automotivo, os trabalhadores da fábrica da Scania em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, aceitaram reajuste salarial abaixo da inflação este ano. Acordo aprovado na quinta-feira, 25, estabelece índice de 4%, ante o INPC de 12 meses de 5,05%.
O acerto reflete certamente momento delicado da indústria de caminhões, que desacelerou negócios nesta segunda metade do ano em função principalmente, das elevadas taxas de juros, conforme avaliação da Anfavea e Fenabrave.
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O positivo do acordo fechado este ano foi a definição do PLR (Participação nos Lucros ou Resultados) por dois anos e a garantia de que em 2026 o reajuste salarial terá aumento real de 1% além do Índice Nacional de Preços ao Consumidor do período.
“Foram 17 reuniões para chegarmos a essa proposta”, revelou o coordenador da representação sindical na Scania, Francisco Souza dos Santos, o Maicon. “A mobilização dos trabalhadores e o entendimento de todos foram fundamentais para avançarmos. Nossa luta é sempre para garantir que os direitos e os anseios dos trabalhadores sejam atendidos”.
O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC não revela valor de PLR, como fazem outras entidades sindicais do país. Além do reajuste de 45 no salários, os funcionários da Scania terão aumento de 30% no vale-alimentação — que passa dos atuais R$ 1.000 para R$ 1.300. Houve renovação das cláusulas sociais, retroativas a 1º de setembro, data-base da categoria.
A planta da Scania, em São Bernardo do Campo, conta com cerca de 5 mil trabalhadores.
Foto: Divulgação/SMABC/Adônis Guerra
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