Lançamentos

Novo Kwid E-Tech é o elétrico mais barato do Brasil e de ótimo custo-benefício

Hatch custa R$ 100 mil e tem várias tecnologias de auxílio à condução

A Renault começou a vender nesta quarta-feira, 8, o renovado Kwid E-Tech. Com preços a partir de R$ 99.990,00, o mesmo valor cobrado pela primeira configuração, lançada há três anos, seguirá como o carro elétrico, movido integralmente a bateria, mais barato do mercado brasileiro.

Agora na linha 2026, o compacto da Renault custa, por exemplo, R$ 20 mil a menos do que o BYD Dolphin Mini ou o JAC JS1. O pênalti é que o Kwid, igualmente fabricado na China como os dois ocncorrentes, tem capacidade para quatro ocupantes apenas.

Ainda assim, seu preço é ainda mais atrativo com as várias novidades tecnológicas que o modelo traz — além da profunda renovação estética, tanto da dianteira como na traseira, que já era conhecida na Europa, onde o Kwid é vendido sob a marca Dacia e o nome Spring.

Com acabamento interno minimalista, quadro de instrumentos digital de 7 polegadas e multimídia maior, de 10 polegadas, o Kwid E-Tech se destaca muito mais pelo oferta de itens e tecnologias de conectividade e de auxilio à condução. Nesse sentido, é um carro completo para sua faixa de preço e até superior a modelos de segmentos superiores, mesmo os movidos por motores a combustão.

São de série, dentre outros, recursos como câmera de ré, seis aribags, sensores de estacionamento dianteiros e traseiros, alerta e assistente de permanência em faixa, frenagem automática de emergência, reconhecimento de placas de velocidade, sensor de fadiga, piloto automático, limitador de velocidade e conexão, além de espelhamento de celular sem fio.

O motor elétrico é o mesmo conhecido desde 2022: modestos 65 cv de potência, mas suficientes para atender, com conforto, as deslocamentos urbanos, ambiente para o qual elétricos compactos são a melhor opção, inegavelmente. A autonomia da bateria de 27 kWh, segundo o Inmetro, é de 180 km.

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O carregamento de 20% a 80% da bateria se dá em até 45 minutos em equpam,entos ultrarrápidos ou em 3 horas no caso de um wallbox de 7kw. Na tomada convencional de 20 amperes, são precisas até 9 horas, o que não chega a ser um incômodo para o uso urbano, a medida que a recarga pode ser feita durante a noite.

A Renault já vendeu cerca de 4,4 mil automóveis e comerciais leves movidos a bateria no Brasil, de acordo com a ABVE, Associação Brasileira do Veículos Elétrico. O Kwid E-Tech responde por 69% desse total, com mais de 3 mil unidades.

O segundo modelo mais vendido é o furgão Kangoo, com mais de 800 emplacamentos, seguido do Megane E-Tech, lançado há exatos dois anos e que somou desde então pouco mais de 300 unidades.

Ariel Montenegro, presidente da Renault no Brasil desde junho, prefere não revelar as pretensões que tem para as vendas do Kwid elétrico daqui por diante. “Teremos o que o mercado demandar”, afirmou o executivo, durante a apresentação da linha 2026 do compacto.


Foto: Divulgação

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Publicado por
George Guimarães

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