Modelo chega com argumentos em economia e forte candidato para ter produção nacional

Agora com 26% de participação na Renault do Brasil, a Geely introduz no mercado nacional o segundo produto, depois do EX5, sob estratégia de quem desembarcou por aqui para não ser coadjuvante. O elétrico EX2 contempla características de carro de volume, tem preço atraente, custos baixos de uso e amplo espaço interno.
O modelo já surge com título de campeão de vendas, ao menos na China, seu país origem, onde é líder de mercado com nome de Geome Xingyan. Inicia trajetória no Brasil em duas versões – Pro Max – com preço a partir de R$ 120.000.
O valor deve incomodar conterrânea a BYD, que oferece pela mesma faixa de preço o Dolphin Mini, mas com dimensões menores. Enquanto o EX2 tem 4,13 metros de comprimento e 2,65 m de distância entre eixos, o rival mede 3,78 m e 2,65 m, respectivamente.
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A nova oferta tem pretende seduzir pelos custos. “Consideramos ser o carro mais econômico do Brasil”, dispara Milena Martins, head de Marketing e Comunicação da Renault Geely do Brasil. Capaz de não ter exageros na consideração.
Segundo os números da marca, o EX2 custa R$ 0,09 por km rodado e promete uma economia anual de R$ 29,880 na hipótese de rodar 6 mil km/mês, tendo em conta manutenção e recargas.
A vocação é urbana. Traz bateria de 39,4 kWh, capacidade de armazenamento energético suficiente para autonomia de 289 km. Recargas rápidas levem 21 minutos para recuperar de 30% a 80%. No wallbox residencial, o tempo salta para em torno de 6 horas.
Agilidade e conveniência
O EX2 tem tração, por enquanto único em sua categoria no País. O motor elétrico entrega 116 cv e 150 Nm de torque. A velocidade máxima é de 140 km/h e faz, de acordo com a marca, 10,2 segundos de 0 a 100 km/h.
São números que traduzem uma condução ágil em condições urbanas, com respostas rápidas ao comando do acelerador, como pode ser sentido em impressões ao dirigir no trânsito de São Paulo.
Por dentro, o acabamento não impressiona, mais condizente ao preço, mas também não decepciona. Tem quadro de instrumento digital de 8,8 polegadas e generosa central multimídia em tela de 14,5 polegadas. Espaço interno também não falta tanto para quem vai na frente quanto para os passageiros de trás.
Carro não vai faltar
A marca não revela projeções de venda, prefere se apoiar ao impreciso crescimento gradual. O potencial existe (de crescimento). Olhamos não só a concorrência elétrica, como também quem deseja ter o primeiro carro elétrico. Não fazemos negócio para perder dinheiro”, observa Ariel Montenegro, presidente da Renault Geely do Brasil.
O volume do primeiro lote de EX2 já no Brasil também é assunto de bastidor corporativo, mas Jefferson Antunes, head de marca e produto garante: “estamos preparados para atender e não vai faltar carro”.
Há ainda um outro segredo que diz respeito ao EX2, especula-se ser produto a ser produzido no Brasil, na fábrica paranaense de São José dos Pinhais, afinal, a sociedade entre as marcas inclui cooperação industrial e comercial.
“A Geely terá produção nacional e rede de concessionárias”, ressalta Montenegro sem dar nome ao boi. No próximo dia 17, a empresa já tem compromisso agendado, quando anunciará planejamento industrial.
Na área comercial, a Geely já dispõe 22 pontos de venda em shopping. A meta do curto prazo, no entanto, é contar 40 concessionárias até o fim do primeiro semestre de 2026.
Foto: Divulgação Geely
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