Redução no ritmo das fábricas no último trimestre provocou perda equivalente ao volume de mês de produção

As preocupações da Anfavea em relação ao desempenho do segmento persistem ao consolidar o balanço dos primeiros dez meses do ano.
Embora o ritmo de produção de setembro para outubro tenha se comportado estável, com leve alta de 0,5%, as 10.160 unidades produzidas no mês passado representaram queda acentuada de 31,3% na comparação com o mesmo mês do ano passado.
“O segmento de caminhões é um problema a ser resolvido. E não é de agora que a Anfavea vem alertando”, lembrou Igor Calvet, presidente da associação, durante apresentação mensal dos resultados da indústria automotiva. “A queda no último trimestre já equivale ao volume de produção de um mês inteiro.”
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Pela análise do dirigente, apesar da taxa de juros afetar o setor como um todo, no negócio de caminhões o impacto negativo é maior.
“Há dados positivos, como crescimento de PIB e da safra robusta, mas o transportador ainda adia o investimento, em especial em caminhões pesados. A dois meses para acabar o ano, não há nada no horizonte que possa reverter a queda.
A maior preocupação do presidente da Anfavea é com a força de trabalho do chão de fábrica. “Desligamentos de pessoal não ocorreram até agora, mas não se pode descartar essa possibilidade”, alertou.
No acumulado de outubro, a indústria brasileira de caminhões produziu 108.792 unidades, volume 7,3% inferior ao registrado um ano atrás, quando as fábricas já haviam montado 117.403 unidades.
O segmento de ônibus, por sua vez, começa a sentir a redução dos pedidos de entrega para o Programa da Escola. No mês passado, as fabricantes montaram 2.134 chassis, quedas de 23,6% em relação a setembro (2.787 unidades) e de 11,6% na comparação com outubro de 2024 (2.414).
Nos dez meses do ano, no entanto, o saldo se manteve positivo com 26.164 chassis produzidos, volume 10,6% superior sobre as 23.611 unidades montadas há um ano.
Foto: Divulgação Volvo
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