Indústria

Stellantis teme declínio da indústria europeia com atuais metas de emissões

Propostas de flexibilização estão sendo avaliadas pela Comissão Europeia

A apenas duas semanas de a Comissão Europeia apresentar pacote de propostas para revisão da regulamentação de emissões de carbono na União Europeia, aumentam as pressões e manifestações por parte das montadoras locais para que as normas sejam sensivelmente abrandadas.

O mais recente apelo partiu de John Elkann, presidente da Stellantis. Nesta terça-feira, 25, o dirigente chegou a afirmar que a indústria automobilística europeia corre o risco de “declínio irreversível”, caso os limites e prazos atualmente previstos sejam mantidos ou pouco modificados.

O líder do conglomerado mundial que reúne 15 marcas de veículos, a maior parte com origem na Europa  — Fiat, Opel, Alfa Romeo, Peugeot e Citroën, por exemplo —, fez o alerta durante cerimônia de início de produção, na Itália, de versão híbrida do Fiat Cinquecento, compacto que vinha sendo comercializado nos últimos anos apenas com motor elétrico.

Ele adiantou que as montadoras europeias apresentaram à comissão regras mais flexíveis, que poderiam garantir maior fôlego financeiro ao setor, relata a agência de notícia Reuters. “Há outra maneira de reduzir as emissões na Europa de forma construtiva e consensual, restaurando o crescimento que perdemos e atendendo às necessidades das pessoas”, disse Elkann.

LEIA MAIS

→ Chinesas registram 83% de crescimento na Europa em 2025

Abordar o tema durante o lançamento de um carro compacto híbrido, como o Fiat 500, não foi ação involuntária. Dentre os pedidos dos fabricantes à Comissão Europeia está a continuidade de produção e vendas de modelos híbridos e movidos por outros combustíveis alternativos após 2035.

O setor ainda quer programa de incentivo à troca de veículos e regulamentos que favoreçam a produção de carros compactos, dentre outros pontos.

Antonio Filosa, CEO da Stellantis, foi igualmente enfático ao dizer que  a indústria europeia precisa de “ações urgentes e definitivas”.

“Se nos permitirem reconquistar clientes com excelentes produtos como o 500 híbrido, certamente seremos capazes de restaurar o crescimento que é essencial para o investimento e a inovação futuros”, disse.


Foto: Divulgação

Compartilhar
Publicado por
Redação AutoIndústria

Notícias recentes

Importação de carros chineses cresce 61% e a de argentinos cai 30%

Presidente da Anfavea destaca movimento inverso e chama a atenção para estoque de 172 dias…

% dias atrás

Exportações de veículos começam 2026 com o pé no freio

Principal mercado dos produtos brasileiros, Argentina reduziu compras

% dias atrás

Eletrificados têm fatia recorde, mas com maior presença dos nacionais

Participação chegou a 16,8% em janeiro, com 35% das vendas concentradas em híbridos brasileiros

% dias atrás

Produção de caminhões recua 15% em janeiro a espera do impulso do Move Brasil

Programa promete aquecer o ritmo ao registrar R$ 1,3 bilhão em crédito aprovado em apenas…

% dias atrás

Montadoras desaceleram produção neste início de ano

Apesar da inclusão de unidades CKD/SKD, o total de 159,6 mil veículos fabricados é 12%…

% dias atrás

Produção de chassi de ônibus inicia ano em ritmo estável

Segmento aguarda nova licitação para o Caminho da Escola

% dias atrás